Para o usuário de telefonia, seja a cobrança por pulso ou minuto, o importante é que o valor da tarifa venha menor no final do mês. O aposentado Anibal Stier questiona, por exemplo, os valores das tarifas da Brasil Telecom e Sercomtel. Recentemente, as duas empresas emitiram faturas para ele cobrando as mesmas ligações interurbanas. A questão da duplicidade, Stier conseguiu resolver junto à Sercomtel, que lhe ressarciu os valores cobrados a mais. O que ele não se conforma é com os valores cobrados pela Brasil Telecom pelas mesmas ligações.
A ligação feita a cobrar de Astorga para Londrina realizada na mesma data, local e duração apresenta uma diferença assustadora. Pela Sercomtel, ele pagou R$ 1,46 e na Brasil Telecom, R$ 8,56. A diferença não pára por aí. Somando todas as ligações em duplicidade a diferença chega a ser quatro vezes maior. Na Sercomtel, ele pagou R$ 10,30 por cinco ligações. As mesmas custaram na Brasil Telecom R$ 56,02. ''É muita diferença de preço e não consigo entender como é feito o cálculo'', afirma Stier.
A cobrança em duplicidade entre a Brasil Telecom e Sercomtel ocorreu em abril, mês em que a Brasil Telecon rompeu convênio com a Sercomtel. Pelo convênio, a Sercomtel podia faturar as ligações a cobrar feitas pelo 14 de outras cidades para Londrina.
A diferença de preço é justificada pela assessoria de imprensa da Brasil Telecom. Segundo nota da assessoria, a Brasil Telecom informa que as empresas operadoras de telefonia praticam preços considerando os custos na utilização de rede das outras empresas de telefonia. Atualmente, os valores que a Brasil Telecom pratica fora da sua área de concessão, como Londrina, por exemplo, são diferenciados em função dessa obrigatoriedade.
A Brasil Telecom está empenhada, diz a assessoria, em reduzir seus preços em Londrina e outras áreas até que atinja o mesmo patamar dos preços praticados em sua própria área de concessão, beneficiando, assim, a população.
Os reajustes das tarifas telefônicas são regulamentado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A assessoria de imprensa informa que a agência autoriza o valor máximo, mas fica a critério das empresas cobrar menos.

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