SÃO PAULO - O reajuste dos aposentados e pensionistas da Previdência Social poderá ficar acima dos 7,14% concedidos ao salário mínimo. Depois de praticamente ter adotado o mesmo porcentual aplicado ao mínimo, o governo voltou atrás e, agora, discute qual o aumento que o aposentado deve ter. Técnicos do Ministério da Previdência e Assistência Social entendem que deve ser aplicada aos benefícios a variação acumulada do IGP-DI no período, uma vez que índice corrige as contribuições. Nesse caso, o reajuste dos segurados pode ultrapassar a 9%.
Existe uma polêmica sobre o assunto entre a aréa econômica do governo e os técnicos do Ministério da Previdência e Assistência Social. A equipe econômica defende a extensão dos 7,14% para todos os segurados em junho, por causa da situação atual do caixa da Previdência. Em abril, por exemplo, a Previdência ficou com um rombo de R$ 1 bilhão nos bancos durante a primeira semana de pagamento dos segurados. Ou seja, os bancos pagaram os benefícios e só recuperaram o dinheiro com o recolhimento das contribuições previdenciárias pelas empresas.
Essa semana no ‘‘cheque especial’’ provocou prejuízo para a Previdência, que pagou juros bancários sobre o empréstimo. A equipe econômica teme que um aumentou superior a 7,14% contribuia para piorar a situação.
Mas técnicos da Previdência argumentam que, embora a legislação não especifique o índice de correção, obrigatoriamente deveria ser adotado o IGP-DI, porque é um indexador parcial, uma vez que ele corrige as contribuições em atraso. Para esses técnicos, com a aplciação do IGP-DI, a Previdência evitaria que os segurados recorressem à Justiça a fim de obter um reajuste maior.

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