''Aqui o pessoal é medroso. No Japão, Estados Unidos e Alemanha a maioria aplica em ações. Na bolsa a gente nunca perde se comprar barato e vender caro''. O conselho é do aposentado Suyoshi Kuramoto, 85 anos, que construiu pelo menos metade do seu patrimônio com investimentos na bolsa de valores e fundos de ações e de renda fixa. Há 40 anos, Kuramoto investe na Bovespa e disse que nunca perdeu dinheiro.
Com perfil moderado, ele diversifica as aplicações para não correr riscos. Cerca de 20% das aplicações são em títulos de renda fixa e poupança. Em ações e fundo de ações, ele aplica pelo menos 1/3 do capital em cada uma delas. ''Nesse momento não tenho nada aplicado na bolsa porque vendi dias atrás minhas ações. Estou esperando baixar pela metade para comprar novas. O preço já caiu desde o dia que vendi e vou esperar cair pela metade para comprar'', conta Kuramoto. Ele acompanha os índices todos os dias pelos jornais e sabe onde e qual a melhor alternativa para investir.
''Sou como sapo, pulo de um lado para o outro, analisando qual a melhor opção. Desta forma o dinheiro pode render até 10 vezes mais'', explica o aposentado, dizendo que não tem medo de investir. ''Se não ganhar dinheiro com isso, no Brasil não ganha de outra forma. Por isso, não tenho medo de investir, só tenho medo de emprestar dinheiro para amigos'', brinca ele, que disse ter comprado terrenos, casas e apartamentos com o dinheiro que ganhou ao longo de 40 anos.
O empresário R.C.N, 36 anos, de Apucarana que pediu para não ser identificado , começou a investir em ações na semana passada. Antes disso, porém, ele leu tudo que podia sobre investimentos e assistiu a palestras de corretoras sobre o assunto. ''Só depois de entender um pouco, passei a investir e estou bastante animado'', conta ele. O mercado de ações, disse, parece ser o melhor negócio. ''Está melhor que poupança e imóveis, mas ainda considero pouco tempo para avaliar os resultados. Até porque as aplicações na bolsa exigem longo prazo'', completa. Nessa primeira experiência, o empresário foi bastante moderado aplicando parte em títulos do governo e parte em ações. (V.B.)

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