Aposentado é exemplo de otimismo
O aposentado Acélio Baierle, de 67 anos, trabalhou 25 anos como técnico de saneamento e depois como motorista de turismo e, nesta profissão, ficava muito tempo longe de casa. ''A família começou a reclamar e pediu que eu fizesse alguma coisa que pudesse estar mais próximo'', afirma. Ele conta que certa noite sonhou que seria cabeleireiro. E no dia seguinte acordou decidido a procurar informações no Senac.
Baierle não se incomoda nem um pouco com a idade e demonstra muito otimismo. Para ele, a pessoa não fica parada se tiver determinação e batalhar por um trabalho. Assim que terminar o curso de cabeleireiro ele pretende formar uma equipe e montar um salão. ''Para administrar o negócio, preciso conhecer esta arte e por isso estou estudando.''
O aposentado acredita que vai realizar o que pretende porque se considera uma pessoa ambiciosa. ''Sempre corri atrás de meus sonhos e sempre com bons resultados.'' Ele fará questão de ter uma equipe um profissional especializada em ''afro-hair'', ''por ser uma área onde a procura vem aumentando bastante''.
Para ele, a crise pode existir em vários setores da economia, menos na indústria da beleza. ''A vaidade vai continuar em alta por muito tempo, tenho certeza. Enquanto existir mulher, não faltará trabalho para os cabeleireiros.'' O aposentado acrescenta que ''hoje os homens estão mais vaidosos também''. (E.A.)





