O aposentado Luiz Antônio de Osti não parou de trabalhar desde que se aposentou. Hoje com 63 anos, ele vê no emprego de empacotador uma oportunidade de complementar sua renda. Com um filho com necessidades especiais, a esposa não pode trabalhar. ''Recebo R$ 380 de aposentadoria. Gasto R$ 150 só em remédios, depois vem água e luz e já acaba o dinheiro da aposentadoria'', diz.
''Gosto de trabalhar e me dedico à firma. Faço tudo o que me pedem e tenho bastante disposição. Não me trocaria por um mais jovem'', salienta Osti. Na sua opinião, os jovens se cansam mais facilmente e reclamam mais. ''Aqui sou 'pau para toda obra', faço de tudo. Ajudo na portaria, na recepção, na seção de hortifruti e até serviços gerais'', comenta.
Ele diz que não consegue ficar sem trabalhar. Por isso, até mesmo em dias de folga ou nos finais de semana ele costuma arrumar alguns consertos para fazer em sua casa. ''Faço tudo sem reclamação e procuro fazer bem feito para não fazer de novo. Não sinto canseira'', diz. (F.M.)

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