Uma pesquisa da Caixa Econômica Federal apontou que as mulheres (74%) são a maioria dos clientes que utilizam o empréstimo do penhor. A aposentada Maria Aparecida da Silva Costa, de 73 anos, está acostumada a penhorar suas jóias. ''Faço penhor quando preciso de algum dinheiro extra para pagar contas ou para ajudar alguém da família. Utilizo o penhor há mais de 15 anos e acho melhor do que fazer outro tipo de empréstimo'', comentou ela, ontem na fila da Caixa, em Londrina. As jóias da aposentada já foram um dia da sogra. ''São jóias que têm um valor sentimental grande para mim, mas quando preciso venho aqui. Sempre paguei em dia e nunca deixei que nenhuma delas fosse a leilão'', justificou.
O penhor de jóias é usado, segundo constatou a pesquisa da Caixa, na maioria das vezes, para pagamento de dívidas pessoais (70%). Quem faz empréstimo de penhor geralmente é autônomo ou tem seu negócio próprio (33%), ou ainda é funcionário dos setores público e privado (também 33%), e já utilizou esse tipo de empréstimo mais de uma vez na maioria dos casos (78%). A renda média familiar de quem usa o penhor está entre 5 e 20 salários mínimos (51%).
O avaliador Gilberto Ruiz Carvalho disse que a Caixa paga em média entre R$ 18,70 a R$ 22 o grama do ouro. No mercado paralelo, o grama custa em média R$ 40. ''Verificamos o teor do ouro e avaliamos se é comercial (peças sem defeitos) ou reciclável (com inscrições)'', explica Carvalho. Para peças classificadas como comercial são pagos R$ 22 o grama. Já pelas recicladas, R$ 18,70. Também existe a classificação reciclável/comercial. São os casos das correntes quebradas que podem ser consertadas. Para essas, é pago valor intermediário de R$ 19,70 o grama do ouro. (V.B.)

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