A volta dos mercados norte-americanos e europeus após o feriado de Natal ajudou a impulsionar um pouco o volume da Bovespa nesta terça-feira (27), mas ainda assim o dia foi de giro baixo e falta de notícias relevantes. A operação realizada nesta terça pela Polícia Federal, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral, colaborou para um certo mal-estar no mercado, segundo operadores da Bolsa. A ação faz parte do processo que investiga supostas irregularidades na campanha da chapa Dilma-Temer em 2014 e que poderia culminar na cassação do atual presidente (leia mais em Política, na página 4).
O Ibovespa terminou com alta de 0,13%, aos 58.696,69 pontos, depois de ter oscilado entre a mínima de 58.402,38 pontos (-0,37%) e a máxima de 59.067,68 pontos (+0,76%). O volume de negócios somou R$ 3,55 bilhões.
Entre as blue chips, Petrobras (ON -0,24% e PN -0,07%) caiu mesmo com o avanço do petróleo, enquanto Vale (ON -0,50% e PN +1,23%) teve um desempenho melhor, ajudada pela valorização do minério de ferro. Os bancos (Itaú PN -0,06% e Bradesco PN -0,97%) também fecharam no vermelho, com o setor financeiro europeu mais uma vez azedando o sentimento ao redor do mundo.

DÓLAR
O dólar terminou o dia com viés de queda, perto da estabilidade, com sinais mistos no mercado à vista, em meio à diminuição da liquidez durante a tarde. Após a definição da taxa Ptax diária, em leve alta de 0,23%, aos R$ 3,2776 no começo da tarde, o mercado operou com baixíssima liquidez, o que deixou o dólar patinando ao redor da estabilidade, ora em alta ora em queda, em boa parte da sessão vespertina.
No mercado à vista, o dólar fechou cotado aos R$ 3,2758, com baixa de 0,04%. O giro financeiro total registrado somava US$ 1,393 bilhão. Já o contrato de dólar com vencimento de 2 de janeiro de 2017 encerrou aos R$ 3,2750, com queda de 0,27%. O volume financeiro movimentado somou cerca de US$ 8,57 bilhões.

JUROS
Os juros futuros encerraram a sessão regular da BM&FBovespa perto das estabilidade, com viés de queda definido já nos ajustes finais. Com a reabertura dos mercados norte-americano e europeu, que voltaram a operar ontem, houve melhora, em relação ao dia anterior, no volume de contratos negociados, mas a liquidez ainda está muito distante do padrão normal.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2018 (48.155 contratos) fechou com taxa de 11,56%, de 11,57% no ajuste de segunda-feira, e o DI janeiro de 2019 (40.990 contratos) terminou na mínima de 11,06%, de 11,08% no ajuste anterior. Perto das 16h30, o dólar à vista tinha variação positiva de apenas 0,01%, aos R$ 3,2773.

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