Após seis anos, Sercomtel volta a operar no azul
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quarta-feira, 18 de março de 2015
Victor Lopes<br> Reportagem Local 
Após seis anos seguidos apresentando resultados negativos, a Sercomtel finalmente saiu do vermelho. A empresa divulgou ontem pela manhã sua Demonstração de Resultados de Exercício (DRE) do ano passado. De acordo com os números apresentados pelo presidente da companhia, Christian Schneider, a empresa registrou um lucro líquido de R$ 7 milhões em 2014, contra um prejuízo de R$ 60,4 milhões de 2013, ou seja, um crescimento de 111%.
Quando se trata do faturamento bruto, as receitas fecharam em R$ 198,2 milhões, elevação de 2,7% frente ao período anterior, quando o valor foi de 192,9 milhões. Por outro lado, segundo o balanço divulgado, as despesas operacionais retraíram quase 12% entre 2013 e 2014: saindo de R$ 66,2 milhões para R$ 58,3 milhões anuais.
Schneider lembrou primeiramente que a reorganização societária da empresa, com os processos findados das ex-coligadas Adatel Osasco e Adatel São José auxiliaram nesse resultado. Já a "reestruturação do planejamento tributário" fez com que a empresa economizasse R$ 8,4 milhões. "Realizamos uma recomposição das contas e estamos pagando o ICMS apenas sobre serviços de telecomunicação, e não em cima de todas as operações realizadas. Essa nova política em relação aos impostos nos auxiliou no resultado da receita líquida", avaliou o presidente da companhia telefônica. O grupo agora conta agora com duas subsidiárias: a Sercomtel Iluminação e a companhia de call center Ask.
Outro fator que o presidente avaliou como fundamental para os resultados positivos foi o incremento de clientes, principalmente porque a Sercomtel passou a atender mais 13 cidades do Estado no ano passado. O número de consumidores saltou de 255,7 mil para 271 mil, aumento de 11,4%, ligado fundamentalmente à telefonia fixa, já que o número de clientes de celular permaneceu estável no último ano (em torno de 53 mil clientes). "O mercado geral de telefonia cresceu 6% e nós conseguimos evoluir quase o dobro disso. Ingressar em novas regiões foi essencial. Já são 63 cidades atendidas em parceria com a Copel e para 2015 queremos crescer em pelo menos mais 14 municípios com recursos próprios, principalmente porque muitas regiões ainda vivem um monopólio de telecomunicações", ressaltou Schneider.
Atualmente, o faturamento da Sercomtel é distribuído da seguinte forma: 77% do montante vem da região de concessão (Londrina e Tamarana) e 23% da região autorizatária. A ideia do presidente é que, em quatro ou cinco anos, os novos mercados representem 50% do faturamento da companhia. "Isso levaria a empresa a uma receita de cerca de R$ 25 milhões mensais sem, claro, perder espaço em Londrina, hoje um mercado que para evoluir é necessário captar clientes de outras companhias", explicou ele.
Para 2015, apesar da expectativa de novos mercados, Schneider relatou que se trata de um ano "complexo para a economia do Brasil" e, com muitos insumos dolarizados, pode haver influência direta sobre os resultados da empresa. Ele também lembrou a importância do retorno dos serviços de propaganda, desde o final do ano passado. "Crescemos sem agência de publicidade em 2013 e 2014. A expectativa para 2015 é que a gente consiga, mesmo num ano de provável crise econômica, manter esse crescimento juntamente com nossa área de marketing e com produtos altamente competitivos desenvolvidos."
Apesar da evolução significativa frente ao ano passado, o Conselho de Administração (CAD) da Sercomtel irá solicitar ao sócios Município de Londrina e Copel - a segunda parcela do aporte de R$ 30 milhões. No ano passado, os sócios deliberaram os primeiros R$ 15 milhões solicitados, sendo que o Município integralizou sua parte através do repasse de terrenos, que não foram alienados e, portando, apenas R$ 6,5 milhões entraram no caixa da companhia telefônica.


