Após quase cinco anos, motos podem ter aumento
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quarta-feira, 13 de janeiro de 1999
Agência Folha 
As motocicletas devem ficar mais caras nas próximas semanas, após quase cinco anos de preços congelados. Os aumentos de impostos anunciados pelo governo preocupam o setor. Nossas margens estão cada vez menores, diz Paulo Yamakami, diretor comercial da Honda, empresa que detém 90% do mercado de motos no País. Para Yamakami, os fabricantes terão de repassar o aumento de custo provocado pela novas alíquotas da Cofins, PIS, CPMF e IOF. O índice de reajuste ainda não está definido.
A estratégia de não mexer nos preços deu bons resultados para a indústria. Entre 94 e 98, as vendas de motos cresceram 262%. Compensamos com aumento de escala e de produtividade a inflação e os reajustes da mão-de-obra e peças no período , diz Yamakami. Em 1998, as vendas de motos cresceram 13,2% em relação a 1997, recorde histórico do setor. Para 1999, a indústria está cautelosa: prevê apenas repetir o resultado. Se houver aumento, será de 5%, diz Masuo Murakami, presidente da Abraciclo, a associação dos fabricantes. A crise da Rússia, que culminou com o aumento dos juros em agosto de 97, impediu que o setor de motociclo atingisse a meta de 20% de crescimento.


