Trajando calça jeans e camiseta branca, com óculos de sol, semblante fechado e sem querer dar nenhuma palavra à imprensa que o esperava desde as 8 horas da manhã, o ex-banqueiro Salvatore Alberto Cacciola atravessou os portões do Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro exatamente às 17h30 desta quinta-feira (25), depois de cumprir três anos e 11 meses de uma pena total de 13 anos.

"Cacciola é o homem!", bradou um garoto de aproximadamente oito anos que acompanhava a movimentação da imprensa no local ao longo de todo o dia, pouco antes de o advogado e o segurança do ex-banqueiro ajudarem a colocá-lo no carro que o levaria para casa.

Com a pena total reduzida a nove anos, será em casa que Cacciola vai cumprir o restante da pena de mais cinco anos, sendo obrigado a "bater ponto" na Justiça do Rio periodicamente e andar sempre com uma carteirinha de identificação como condenado. Não poderá sair do Rio sem autorização da Justiça e não pode deixar o País. "Mas não precisará usar tornozeleira como os demais presos em liberdade condicional", disse seu advogado Manuel Jesus Soares.

Cacciola teve que sair a pé do Complexo Penitenciário de Gericinó por conta das exigências burocráticas do presídio. Tão logo foi cercado pelos jornalistas e fotógrafos que estavam no local, ele foi conduzido pelo advogado para dentro de um Fiesta Preto para ser levado para casa.

Apesar do tumulto no local e das promessas dos que acompanharam durante todo o dia a espera por sua saída, não houve vaias e até um surpreendente "boa sorte, seu safado", pôde ser ouvido em meio à multidão - formada por moradores próximos e por visitantes dos presos - que se aglomerou no local.

mockup