Brasília O crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre foi comemorado pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que afirmou ver nos números do IBGE um sinal de que o País entrou em um período de crescimento sustentável, em um ''ciclo virtuoso''. O ministro, que convocou a imprensa para comentar os dados do PIB, disse que o resultado mostra que as políticas econômica e fiscal do governo estão no caminho certo e não devem mudar.
''Os motivos que fazem com que nós possamos dizer que o Brasil iniciou um ciclo longo de crescimento é a combinação que o País conseguiu de três elementos fundamentais: um comportamento fiscal muito consistente, o controle da inflação e contas externas bastante fortes'', disse o ministro.
Palocci destacou que, entre os componentes do PIB, o investimento vem crescendo a taxas maiores que o consumo das famílias. ''O investimento evolui bem acima da evolução da renda, o que caracteriza um período de crescimento sustentável. Podemos dizer definitivamente que o crescimento nesse momento se dá com características de ciclo virtuoso'', disse o ministro. ''Não há mágica no processo'', afirmou.
Segundo Palocci, outro destaque é que a queda na força das exportações se deve ao aumento da demanda no mercado doméstico. ''Tanto o consumo das famílias como o investimento vêm com muita força, em particular o investimento'', disse o ministro.
O ''crescimento extraordinário'' da economia brasileira reflete o sucesso da política econômica do governo, segundo o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles. Por quase uma hora, Meirelles falou sobre os trabalhos do BC aos membros da Comissão Mista de Orçamento.
De acordo Meirelles, a condução da política monetária, com o aumento da taxa básica de juros da economia (Selic), não pode ser analisado somente do ponto de vista do impacto na dívida pública parte dos títulos da dívida pública são remunerados pela Selic. Segundo ele, a política monetária também tem efeitos nas expectativas sobre a inflação, câmbio e exportações.

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