Após confusão na Câmara, votação sobre terceirizações é adiada
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terça-feira, 07 de abril de 2015
Folhapress 
São Paulo - Após confronto entre manifestantes e a Polícia Legislativa em Brasília, a votação do projeto de lei que amplia a terceirização em empresas e órgãos públicos ficou para hoje. Atos contra a lei da terceirização foram organizadas por entidades sindicais em diversas capitais do País. Em Brasília, um balanço preliminar divulgado ontem pela Câmara informou que o protesto teve oito feridos - três manifestantes, dois deputados, dois policiais e um visitante.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusou os manifestantes de serem os responsáveis pelo confronto e disse ter fotos e vídeos de congressistas incitando a multidão contra a polícia. "Parlamentares que incitaram a multidão a invadir ou agredir foram devidamente fotografados, filmados, e serão remetidos à Corregedoria. E haverá sanções. (...) Que vai ter sanção de suspensão, vai", afirmou Cunha.
Para Wagner Freitas, presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), a proposta não visa regulamentar a situação dos 12 milhões de trabalhadores terceirizados, mas terceirizar outros 40 milhões de trabalhadores.
Uma das principais bandeiras do empresariado, a proposta libera a terceirização da chamada atividade fim - a produção de carros em uma montadora de veículos, por exemplo -, possibilidade hoje vetada por jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Hoje, a terceirização é permitida apenas para atividades meio. Por exemplo, faxina, segurança e serviço de refeitório de uma fabricante de cosméticos.
Em São Paulo, o protesto na manhã de ontem reuniu bem menos manifestantes do que o previsto pela organização, e acabou virando um ato em defesa da saúde. Os organizadores previam que 10 mil pessoas fossem à manifestação na capital paulista, que começou em frente ao Hospital das Clínicas e terminou na praça da República, região central da cidade. No fim do ato, no entanto, a CUT dizia que eram mil pessoas participando, enquanto a Polícia Militar estimava 400 manifestantes.


