Após comunicado do Fed, dólar vira e termina em R$ 3,69
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Agência Estado 
Dólar (desceu)
Bolsa (subiu)
Após comunicado do Fed, dólar vira e termina em R$ 3,69
Moeda americana fecha no menor valor em 20 dias
Em uma virada próxima do fechamento, o dólar, que passou a tarde próximo da estabilidade, passou ao terreno negativo e fechou nesta quarta-feira (30) no patamar dos R$ 3,69, menor valor em 20 dias. O movimento foi uma resposta ao tom mais suave do que o esperado do comunicado do Fed (Federal Reserve) ao manter os juros americanos, sinalizando que a autoridade monetária será paciente com novas altas. Assim, a moeda americana, que até as 17h operava em leve alta, encerrou o pregão em queda de 0,64%, aos R$ 3,6956. O dólar futuro, para fevereiro, continuou respondendo ao efeito Fed e fechou em queda mais acentuada, de 0,95%, aos R$ 3,6845.
Ibovespa encerra o pregão com ganhos de 1,42%
Após uma tarde em visível compasso de espera, a bolsa ganhou fôlego imediatamente após o comunicado do Fed. De um movimento "lateral" a definição sobre o rumo da política monetária americana deu gás suficiente para subir rapidamente 800 pontos e tocar, pontualmente, os 97 mil. A notícia animou os pares do mercado acionário americano, cujas máximas contribuíram para o Ibovespa encerrar o pregão com ganhos de 1,42%, aos 96.996,21 pontos. O pregão iniciou em tom positivo, com os investidores repercutindo a decisão da Vale de paralisar as atividades nas barragens semelhantes às de Brumadinho (MG). Vale ON encerrou o pregão com alta de 9,03%.
Sinalização do Fed influencia o alívio na curva de juros
A sinalização "dovish" (suave) do Fed foi determinante para um alívio na curva de juros na sessão estendida da B3. O contrato de DI (Depósito Interfinanceiro) com vencimento em janeiro de 2020 teve taxa de 6,41%, ante 6,46% do fechamento da sessão regular e 6,45% do ajuste de terça. O DI para janeiro de 2021 projetou 7,08%, abaixo dos 7,14% registrados na sessão regular e dos 7,11% do ajuste de terça-feira. Na ponta mais longa, o vencimento de janeiro de 2023 ficou com taxa de 8,26%, ante 8,33% da sessão regular e os 8,25% do ajuste de terça. Já o DI para janeiro de 2025 teve taxa de 8,82% na sessão estendida, ante 8,89% no fechamento da regular e 8,79% no ajuste de terça.
Pregão regular tem oscilações leves de alta
O pregão regular foi de oscilações leves, mas majoritariamente em alta, atribuída a ajustes após as quedas da véspera. O cenário doméstico seguiu positivo, garantiram analistas ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. No pano de fundo, seguiram as perspectivas otimistas com as articulações do governo para garantir a aprovação da reforma da Previdência. "De forma geral, o mercado está vendo com bons olhos o cenário no Congresso, o que inclui o fortalecimento do nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se mostra comprometido com a agenda de reformas", disse Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Indosuez Brasil.


