Imagem ilustrativa da imagem Apontando os caminhos para o desenvolvimento
| Foto: Ricardo Chicarelli
O economista Robson Gonçalves disse que é preciso analisar o impacto da crise nas cidades de médio porte, mas momento não é de "olhar para o retrovisor"



Com um debate extremamente produtivo e de alto nível, o Grupo Folha de Comunicação realizou ontem, durante toda a manhã, a 7ª edição do EncontrosFolha, reunindo aproximadamente 150 pessoas no Möress Buffet, entre lideranças políticas, empresários, gestores, líderes representativos da sociedade civil organizada e o público em geral.
O tema do evento foi "Projetando Londrina e Região para o Desenvolvimento: Indústria, Comércio e Serviços". Quem destrinchou o assunto com extrema habilidade e já apontando os caminhos que Londrina deve seguir daqui pra frente em tais segmentos foi o economista e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Robson Gonçalves, com uma palestra que rompeu com as trivialidades. Outro destaque importante foram os painelistas de peso que participaram do debate: o ministro da Saúde, Ricardo Barros (veja mais no caderno de Política), o presidente da Federação das Industrias do Estado do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Cláudio Tedeschi.
Entre as lideranças políticas presentes estavam os deputados federais Alex Canziani (PTB) e Marcelo Belinati (PP), o deputado estadual Thiago Amaral (PSB), o vice-prefeito, Guto Belusci (PSD), que representou o prefeito Alexandre Kireeff, além do secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, o pré-candidato a prefeito Valter Orsi (PSDB) e o prefeito de Cambé, João Pavinato (PSDB).

MARCO DE REFERÊNCIA
O superintendente do Grupo Folha, José Nicolás Mejía, destacou que o EncontrosFolha deixou de ser apenas um projeto para ocupar lugar importante na agenda de desenvolvimento do Paraná. "Temos observado um incentivo ao desenvolvimento regional desde a primeira edição, em julho de 2014. O evento já se tornou uma marco de referência para lideranças públicas e privadas do Estado". Mejía citou ainda que a prefeitura de Londrina já adotou "diversas medidas desde então para tornar a cidade mais amigável ao empreendedorismo". "Agora, nesta última edição, destacamos as vantagens competitivas da nossa região para vencer os desafios que temos pela frente, participando mais ativamente das propostas levantadas".
Durante a palestra, o economista Robson Gonçalves foi bastante específico em pontuar os desafios econômicos de Londrina. Ele disse que é necessário analisar a crise e seus impactos nas cidades de médio porte, mas este não é um momento de "olhar para retrovisor", e sim para o futuro. "Como estamos caminhando nesta ‘neblina’ da crise, andamos de forma mais lenta e cautelosa. Por isso a importância de discutir novos horizontes. Londrina é uma cidade que tem vantagem locacional, está entre as metrópoles e grandes áreas do agronegócio, tem menor desigualdade comparada a outros municípios do País e ainda um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Para construir o futuro não dá para pensar apenas numa vocação passada, é preciso construir uma nova vocação", decretou.
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, fez um "pacotão" de todas suas ações frente à pasta. Depois, apontou tópicos importantes ligados a sua experiência anterior como secretário estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul. "A cidade precisa criar atrativos para disputar esses investimentos com outras áreas. Um grande investidor hoje busca mobilidade, licenciamento ambiental ágil e ainda quer qualidade de vida para sua família. No final, é a sociedade civil organizada que estabelece a continuidade dessas ações ao longo prazo".
O presidente da Fiep, Edson Campagnolo, bateu na tecla de que Londrina pode se tornar o "locus ideal para as empresas de software". "Vale dizer que as cidades não se desenvolvem sozinhas e é preciso olhar para a toda a região. Não podemos ter prosperidade em Londrina com um mar de pobreza ao redor. Ninguém cresce sozinho", ressaltou ele, também insistindo na necessidade de uma reforma política eficaz e o voto consciente nas próximas eleições.

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