Apoio das redes mantém baixa taxa de mortalidade
Para o superintendente do Shopping Eldorado, de São Paulo, Marcelo Muniz, o mais importante é a qualidade do produto que a loja vai oferecer. ''As franquias são excelentes negócios'', afirma. Com 360 lojas, cerca de 5% são de redes franqueadas, entre as quais Café do Ponto e Hering, por exemplo. O faturamento delas representa 8% do total da receita das lojas do Eldorado. Importância do significado das franquias revela-se em números. Tanto que, em 2002, as vendas do shopping cresceram 12,5% em relação a 2001. ''Entretanto, as vendas provenientes das franquias no ano passado foram 15% maiores do que o verificado no restante das lojas'', conta Muniz.
Um dado relevante sobre a expansão e preferência do franchising no varejo é a taxa de mortalidade. Segundo Marcus Rizzo, da Rizzo Franchise, ao longo dos últimos cinco anos, a taxa de mortalidade dos estabelecimentos independentes ficou em 85%. Já no franchising, a mesma taxa ficou em 8%. ''Não existe risco zero. Mas pode-se avaliar que o risco de uma franquia fechar suas portas dentro de um shopping, por exemplo, é relativamente menor'', explica.
De acordo com a gerente de marketing do Shopping Ibirapuera, também da capital paulista, Carla Sabato, o fato de as franquias terem todo o suporte do seu franqueador, acaba por agregar mais valor à loja. ''Isso é bom para o shopping, já que, por mais que o lojista seja iniciante no ramo, ele terá todo o apoio da rede, que possui conhecimento amplo do setor em que trabalha''.
Mas, segundo Carla, a primeira avaliação feita para a abertura de uma loja é se o produto se encaixa no mix do shopping. Em seguida, a preferência é para marcas conhecidas. ''Geralmente, elas são franquias'', completa.





