Muitas empresas vêm trabalhando em conjunto com produtores para erradicar a ferrugem da soja. A Bayer CropScience, por exemplo, criou o programa Bayer Contra a Ferrugem. Em parceria com clientes de todo o Brasil, o projeto, voltado para o ciclo 2012/13, teve por objetivo demonstrar a eficácia de um bom programa de manejo fitossanitário. O programa mobilizou 108 especialistas na cultura da soja e atendeu mais de 1,9 mil produtores em todo do Brasil. Só no Paraná, participaram 500 agricultores.
Everson Zin, gerente de estratégia de marketing da empresa, observa que o objetivo foi ouvir as necessidades do produtor para poder disponibilizar ferramentas que os ajudem a produzir mais e melhor. "Foi um programa itinerante, de observação", enfatiza Zin. Ao todo, foram monitorados no Estado 1,5 milhão de hectares. O especialista salienta que os técnicos da Bayer orientam os produtores quando e como aplicar defensivos agrícolas, o período adequado, a manutenção da saúde da lavoura, a identificar doenças, entre outras ações preventivas.
O programa, que foi de setembro a outubro do ano passado, proporcionou um incremento de produtividade nas áreas trabalhadas de 3,5 sacas por hectares a mais do que a média dos agricultores vizinhos. Ao todo, os produtores que seguiram todas as recomendações da Bayer, atingiram uma média de produtividade de 63,5 sacas por hectare. "Para o próximo ciclo, o programa vai estender as orientações técnicas também para o combate das lagartas", completa.
Segundo dados fornecidos pela empresa, a ferrugem asiática já causou um prejuízo de US$ 25 bilhões aos produtores de soja do Brasil entre os anos de 2003 a 2012, de acordo com informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Somente na última safra foram registrados 490 ocorrências, principalmente nos estados de Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. (R.M.)

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