Um dos primeiros problemas detectados pelos responsáveis pelo projeto Londrina-Tecnópolis é a falta de integração entre pesquisadores das universidades e empresários da região. ‘‘Teremos que arrumar uma solução para unir estas duas forças’’, afirmou ontem o gerente do Tecnópolis, Mauro Silva Ruiz, durante a apresentação pública do projeto. O encontro reuniu cerca de 60 pessoas no Hotel Sumatra.
As soluções serão apontadas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina, que será elaborado entre julho e setembro deste ano. O resultado final vai ser apresentado em novembro, na Jornada Tecnológica Internacional de Londrina.
O principal objetivo do projeto Tecnópolis é transformar a região em ‘‘classe mundial’’, ou seja, preparar os empresários para tornarem-se competitivos no cenário da globalização. A projeção dos idealizadores do Tecnólopis é que a região de Londrina se transforme, nos próximos dez anos, numa região como Módena, na Itália, que tem excelência nas áreas de alimentos e cerâmica.
Os setores escolhidos pela Associação de Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec), que coordena o projeto, foram alimentos, químicos e eletro-infocomunicação. Alguns técnicos estão percorrendo empresas de toda a região, levantado números e os problemas enfrentados por cada setor.
Até novembro deste ano serão visitadas 120 empresas em Londrina, Cambé, Arapongas, Apucarana, Rolândia, Ibiporã, Jataizinho e Cornélio Procópio. Desde abril, o gerente Mauro Ruiz esteve em 30 empresas desses oito municípios. ‘‘A maioria nos recebeu bem. Mas alguns empresários ainda têm restrições em aceitar novidades’’, contou. Em agosto, ele apresentará o projeto em Vancouver, no Canadá.
O investimento no Tecnópolis é de R$ 250 mil, rateados entre os governos do Paraná e federal, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Sistema Fiep.
O diretor do Serviço Social Autônomo Paraná Tecnologia, Gerson Koch, que gere o Fundo Paraná, disse que 50% dos recursos do fundo são usados em projetos estratégicos de interesse da sociedade. ‘‘Neste ano, demos um apoio de R$ 60 mil ao Tecnopólis’’, informou.
‘‘A globalização de cidades como Londrina ainda vai acontecer. Por enquanto, só ocorre parcialmente. Para atrair os investimentos internacionais temos que investir em conhecimento, competência e conectividade’’, disse Koch. Ele acredita que a implementação do projeto protegerá os empresários locais, que poderiam ser engolidos pelos estrangeiros.

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