Aplicar em renda fixa é a melhor opção
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segunda-feira, 24 de novembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Juros elevados, embora em queda, e Bolsas ainda instáveis no curto prazo darão o tom do mercado financeiro, segundo o diretor de Administração de Carteiras do BankBoston, Fábio de Oliveira. Para ele, a redução da TBC e da TBAN (piso e teto do juro) pelo Banco Central (BC) indica tendência declinante das taxas para os próximos meses. A TBC recua de 3,05%, em novembro, para 2,90%, em dezembro, e a TBAN, de 3,23% para 3,15%. Mesmo com a queda dos juros, Oliveira lembra que o rendimento na renda fixa continua muito atraente.
Por acreditar na continuidade de baixa gradual dos juros, Oliveira recomenda os fundos de 60 dias prefixados como a melhor opção. Os fundos DI (que seguem a variação de juro do CDI, título trocado entre bancos) não são indicados neste momento, porque acompanham a tendência das taxas, atualmente declinante.
Ele acredita que, no curto prazo, as Bolsas devam continuar apresentando razoável instabilidade, ainda que menos acentuada em comparação com os dois últimos meses. Nesse cenário de indefinição, o diretor do BankBoston indica a compra de ações apenas para o investidor que aplica com perspectiva de longo prazo e tem uma razoável tolerância ao risco. Mesmo assim, ele salienta que o percentual de recursos a ser destinado para as Bolsas neste momento deve ser bem pequeno. O que poderia voltar a complicar a situação do País é um choque externo que afete o fluxo de dólares, afirma Oliveira.
Caderneta perdeA caderneta de poupança, uma das estrelas do segmento de renda fixa neste mês, vai perder boa parte de sua atratividade em dezembro.
O motivo para a perda de competitividade da caderneta é que a Taxa Referencial (TR), que remunera os depósitos, tende a ser baixa em dezembro, porque será calculada com a aplicação de um redutor elevado sobre uma taxa média diária de CDB mais baixa. Em novembro, um redutor baixo, de 1,18%, foi aplicado sobre uma taxa média elevada, de 2,90%, e esticou o rendimento da caderneta. Em dezembro, ocorrerá o contrário: um redutor elevado, estimado em 1,51%, será aplicado sobre uma taxa de juro média mais baixa, prevista em 2,75%.
Com isso, a expectativa é de que a caderneta, que vem oferecendo rendimento próximo de 2,20% para depósitos em novembro, remunere com cerca de 1,70% os depósitos em dezembro. A queda dos juros, a partir do dia 1º, contribui para achatar o rendimento da aplicação.
Os fundos de 30 dias tendem a oferecer rendimento líquido próximo de 2% em dezembro.


