Aplicador tem boas opções
PUBLICAÇÃO
domingo, 15 de março de 1998
Agência Estado 
Com juros em queda, mas ainda bem acima da inflação, e perspectivas positivas para as Bolsas de Valores, o aplicador tem no momento boas opções de investimento, tanto no segmento de renda fixa quanto no de renda variável.
A gerente de Produtos da área de Varejo do Citibank, Ana Lúcia Macedo, lembra que, mesmo com a queda das taxas de juro, o rendimento real da renda fixa permanece muito elevado, uma vez que a inflação deve ficar abaixo de 4% este ano. E há quem aposte em índices inflacionários de 2% a 2,5% em 1998, afirma ela. Ana Lúcia estima que na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para o dia 15 de abril, a TBC deve cair dos atuais 28% ao ano para 25%.
Ainda que o ganho real da renda fixa seja bastante confortável, Ana Lucia diz que a procura por aplicações de renda variável começou a aumentar. Para ela, o investidor com pequena tolerância ao risco pode encontrar boa opção de aplicação nos fundos garantidos. Nesses fundos, o aplicador não perde o que aplicou se a Bolsa cair. Já se a variação do mercado acionário for positiva, o fundo apura rentabilidade de 30% a 50% da valorização da Bolsa (caso o mercado de ações renda 10% no período, o aplicador terá rendimento de 3% a 5%). No caso de investidor com maior apetite para o risco que pode aplicar por prazos mais longos, a opção mais interessante sao os fundos de ações e de carteira livre.
O quadro para as Bolsas de Valores e favorável. Ana Lúcia lembra que, embora não se possa dizer que a crise asiática chegou ao fim, a situação da região está tranquila há várias semanas. A Bolsa de Nova York, que serve como referência para os mercados de todo o mundo, segue apresentando desempenho bastante positivo.
No cenário interno, a perspectiva de queda dos juros beneficia o investimento em ações, pois a atratividade das aplicações de renda fixa vai reduzindo-se a medida que as taxas de juro caírem. Além disso, a expectativa com a aceleração do processo de privatização este ano deve conferir fôlego importante ao mercado acionário brasileiro.
A gerente do Citibank entende que os papéis de primeira linha (os de estatais como Telebras, Eletrobras e Petrobras) devem ter o melhor desempenho este ano. Essas ações, além do bom potencial de valorização por conta do processo de privatização, são as mais negociadas no mercado.


