Aplicações rendem menos que a inflação em julho
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segunda-feira, 31 de julho de 2000
Agência Estado De São Paulo 
Todas as aplicações financeiras renderam, em julho, menos que a inflação de 1,57% medida pelo IGPM da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o 1,30% projetado para o IPC da Fipe no mês. Os CDBs para grandes quantias, que lideraram o ranking das aplicações, tiveram rendimento líquido de 1,05%, seguidos pelos fundos de renda fixa, que ofereceram rentabilidade de 1,04%. O desempenho da bolsa foi decepcionante: o Índice Bovespa, que reúne as ações mais negociadas no mercado paulista, caiu 1,63%.
O dólar paralelo, por sua vez, registrou alta discreta de 0,52%, enquanto o comercial, que corrige os fundos cambiais, recuou 1,33%, respondendo ao fluxo expresivo de recursos para o País. A inflação ficou pressionada no mês passado por conta da alta nos preços agrícolas, causada pela entressafra e pelas geadas, e por causa do reajuste das tarifas públicas e do aumento dos combustíveis.
Esse quadro pode se repetir em agosto, uma vez que os índices de preços devem ficar acima de 1%, ainda em virtude da pressão do reajuste das tarifas de energia e telefone e dos preços dos combustíveis. Segundo estimativas do Banco Inter American Express, o IGPM deve atingir 1,30% no mês. O economista-chefe do banco, Marcelo Allain, destaca, porém, que o fenômeno era esperado. Ele diz ainda que, a partir de setembro, a inflação deve começar a cair.
As aplicações de renda fixa continuam liderando o ranking no ano. Os CDBs para grandes quantias acumulam valorização de 8,05% desde janeiro.


