Aplicações rendem menos; crédito continuará caro
A redução da TBC, considerada o piso da economia, de 37,99% ao ano, ou 2,72% ao mês, para 34,50% ao ano, ou 2,50% ao mês, deverá provocar uma queda na rentabilidade de CDBs, fundos de investimento financeiro e caderneta de poupança a partir de hoje. A TBC serve de referência para que os bancos fixem a remuneração oferecida pelos CDBs. Na ponta do crédito, no entanto, as taxas devem permanecer elevadas e quem precisar de empréstimo tende a continuar pagando caro pelo dinheiro.
A expectativa é de que hoje as taxas dos CDBs prefixados venham a recuar com mais vigor. Isso porque o mercado vinha ajustando, lentamente, os juros desses títulos contando que a TBC caísse dos 37,99% que vigoraram até ontem para 36% ao ano a partir de hoje.
Com a fixação da TBC em 34,50% ao ano, ou 2,50% ao mês (o que equivale a uma taxa efetiva de 2,14% para fevereiro, porque o mês tem apenas 28 dias), os bancos tendem a fazer hoje um corte mais expressivo nas taxas dos CDBs, de modo a ajustá-las à nova TBC.
Essa provável queda de remuneração dos CDBs deve afetar a rentabilidade dos fundos de investimento financeiro, que têm esses papéis em suas carteiras. Além disso, a TR, que é calculada com base na taxa média oferecida pelo CDB, será mais baixa, com efeitos também sobre o rendimento da caderneta de poupança.
Ainda que haja essa diminuição de rendimento, CDBs e fundos tendem a continuar como boa opção de investimento, porque vão continuar pagando ganho real ao aplicador (acima da inflação). Já a caderneta também vai render mais que a inflação, mas vai perder de fundos e CDB por conta de mudanças no cálculo da TR, a partir de fevereiro.





