Com o juro básico da economia, a taxa Selic, em 19% ao ano, qual é a melhor aplicação?
Estudo da Sul América Investimentos, comparando a variação do dólar e dos juros desde 1986 até o final de junho deste ano, mostra que hoje e sempre vale mais a pena manter aplicações indexadas aos juros do que ao dólar.
‘‘Se o horizonte da aplicação for de longo prazo, não é interessante manter aplicações em dólar’’, diz Marcelo Beraldo, gerente de informações da Sul América.
O estudo considera várias opções de prazo do investimento: 12 meses, dois anos e quatro anos. Nos últimos 15 anos teria valido a pena manter investimentos em dólar pelo prazo de 12 meses em alguns períodos bem localizados.
Caso a aplicação tenha sido feita em março, abril, maio ou junho do ano passado e resgatada um ano após, o investidor que aplicou na moeda americana ganhou do que ficou no CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que remunera os fundos DI.
Nesse período, os juros renderam entre 51,01% e 82,75% da valorização cambial.
Mas, para ganhar dos juros o investidor em dólar teria que ter acertado a hora de entrar e sair da aplicação, o que exige, no mínimo, que ele tenha bola de cristal. ‘‘A conclusão é que o investidor não deve ficar olhando a oscilação diária do dólar, pois ele não conseguirá acertar o ‘‘timing’ e perderá dinheiro’’, diz Beraldo. Para períodos mais longos, de quatro anos, por exemplo, segundo ele, qualquer que seja o momento de entrada e resgate da aplicação, a rentabilidade acumulada do DI superou a do dólar.
Quem manteve aplicação em dólar por dois anos obteve ganho durante três períodos. Foram vencedoras as aplicações em dólar realizadas nos meses de junho, outubro, novembro e dezembro de 1998, assim como as feitas entre agosto e dezembro de 1997.

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