Aplicações financeiras vão render menos
A queda da TBC para 28% ao ano no período de 5 de março a 15 de abril provocará uma queda no rendimento das aplicações financeiras. Hoje os CDBs prefixados negociados pela taxa máxima prometiam rendimento bruto de 2,29% e líquido de 1,83%. A expectativa é de que essa taxa ceda hoje para 2,16% bruto e 1,73% líquido ao mês.
A TBC de 28% ao ano equivale a um juro mensal de 2,18% em março. Em fevereiro, a TBC de 34,50% foi equivalente a juro de 2,14% ao mês. Mas o fato de a TBC mensal ser maior em março do que em fevereiro não é contraditório com a queda dos juros.
Desde que o BC, em 29 de janeiro, passou a definir uma TBC anual - e não mais mensal -, a taxa mensal varia também conforme o número de dias úteis do mês. Como tem mais dias úteis que fevereiro - são 22 dias úteis, comparados com os 18 em fevereiro -, março tem juro mensal mais alto, ainda que tenha ocorrido uma queda da taxa anual.
Com a queda das taxas dos CDBs, todas as outras aplicações financeiras de renda fixa - caderneta de poupança e fundos de investimento financeiro - também deverão ter a rentabilidade achatada para o novo nível de juros. Isso porque o CDB é a base de remuneração dessas aplicações.
A caderneta, por exemplo, que pagará rendimento de 1,40% para a conta de 1º de março (crédito em abril), deverá ter a remuneração recalculada para a casa dos 1,20% - para aplicações hoje, a estimativa é de rendimento de 1,26%. Nos meses em que a caderneta possui 23 dias úteis o rendimento ficará em 1,30%.





