Bol­sas he­si­tan­do em to­do o mun­do, gra­ve cri­se na Gré­cia, ta­xa bá­si­ca de ju­ros (Se­lic) su­bin­do no ­País... Dan­do um gi­ro rá­pi­do pe­los prin­ci­pais as­sun­tos que nor­teiam o ce­ná­rio eco­nô­mi­co nas úl­ti­mas se­ma­nas, a ins­ta­bi­li­da­de é emi­nen­te pa­ra to­dos os la­dos. ­Tais os­ci­la­ções aca­bam dei­xan­do os ci­da­dãos que vis­lum­bram in­ves­tir seu ca­pi­tal com al­gu­mas dú­vi­das em men­te: o que fa­zer com o di­nhei­ro ago­ra? On­de apli­car? É tem­po de au­dá­cia ou con­ser­va­do­ris­mo com as fi­nan­ças? Pa­ra res­pon­der es­sas per­gun­tas, a FO­LHA en­tre­vis­tou es­pe­cia­lis­tas no as­sun­to, que con­tex­tua­li­za­ram o ­atual tur­bi­lhão eco­nô­mi­co e de­ram di­cas de co­mo me­lhor in­ves­tir, sem ­cair nas ar­ma­di­lhas do mer­ca­do fi­nan­cei­ro.
  Pa­ra o eco­no­mis­ta Car­los An­to­nio Lu­que, a ins­ta­bi­li­da­de de paí­ses co­mo Gré­cia, Es­pa­nha e Itá­lia en­vol­ve ques­tões que re­ve­lam o en­di­vi­da­men­to des­tas na­ções, mas é di­fí­cil pre­ver co­mo is­so re­fle­ti­rá na eco­no­mia bra­si­lei­ra. ‘‘O que é pos­sí­vel di­zer é que com o au­men­to da Se­lic, as apli­ca­ções tra­di­cio­nais co­nhe­ci­das, co­mo ‘fun­dos de ren­da ­fixa’ (pou­pan­ça, CDB, etc), fi­cam ­mais in­te­res­san­tes. En­tre­tan­to, os re­tor­nos das apli­ca­ções es­tão li­ga­dos di­re­ta­men­te com os ris­cos, ou se­ja, e quan­to ­maior o ris­co, ­maior o ­retor-no’’, com­ple­ta o eco­no­mis­ta, que é pro­fes­sor da Uni­ver­si­da­de de São Pau­lo (USP) e di­re­tor-pre­si­den­te da Fun­da­ção Ins­ti­tu­to de Pes­qui­sas Eco­nô­mi­cas (Fi­pe).
  Co­mo pra­ti­ca­men­te não há ris­cos nes­tas ope­ra­ções, o re­tor­no tam­bém não é dos ­mais atra­ti­vos. Pa­ra o agen­te de in­ves­ti­men­tos Otá­vio Mon­tei­ro, da Ho­rus In­ves­ti­men­tos, os fun­dos de ren­da fi­xa são vá­li­dos se o in­ves­ti­dor ne­ces­si­ta do ca­pi­tal ra­pi­da­men­te, mas não são acon­se­lhá­veis pa­ra apli­car a lon­go pra­zo. ‘‘Mes­mo com a ta­xa bá­si­ca a 9,5% ao ano, se des­con­tar­mos a in­fla­ção – que de­ve che­gar a 5,5% em 2010 – e o im­pos­to de ren­da, so­bra­rá uma ren­ta­bi­li­da­de ­real de 2% ao ano. É se­gu­ro? Sim. Dá pa­ra fi­car ri­co? Não. A lon­go pra­zo, a chan­ce é gran­de da pes­soa aca­bar em­po­bre­cen­do, ­pois ela po­de per­der o po­der de ­compra’’, res­sal­ta Mon­tei­ro.


● É o profissional que busca compreender, modelar e prever o comportamento dos indivíduos, instituições e os fenômenos econômicos


● É o aumento persistente, contínuo e generalizado no valor dos preços.

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