A combinação de aumento do Imposto de Renda sobre aplicações em CDB e fundos de investimento financeiro (FIF), os novos critérios para cobrança do IR e a queda de remuneração da caderneta por conta da elevação do redutor aplicado à TR, tudo isso vai exigir uma reavaliação do mercado para definir a melhor opção em investimentos.
Mesmo com a elevação da alíquota de 15% para 20% de IR sobre o rendimento pago na renda fixa, os CDBs, fundos de 60 e de 30 dias, tendem a pagar mais do que a caderneta de poupança. A caderneta permanece isenta de imposto, no entanto, o aumento do redutor, que vai aplicado sobre a TR, está provocando uma queda de remuneração, para aplicações feitas este mês.
Para depósitos iniciados quinta-feira, a caderneta deverá render 1,67%, enquanto os FIF de 30 dias - o seu concorrente direto por conta do mesmo prazo da aplicação - acena com rentabilidade de 1,87%. Até os CDBs para pequenas quantias (até R$ 5 mil) poderão pagar mais do que a caderneta: o rendimento líquido deve ficar em 1,71%.
Quem tem condições de deixar o dinheiro parado por um prazo maior poderá obter melhor rendimento nos FIFs de 60 dias, que estão com remuneração projetada de 2,10% para os primeiros 30 dias da aplicação. E investidores que dispõem de volumes maiores, acima de R$ 100 mil, tendem a conseguir rentabilidade mais polpuda nos CDBs, algo em torno de 2,26%.

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