Aplicação no Tesouro Direto é um bom negócio
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Erika Zanon <br>Reportagem Local 
Desconhecido de grande parte dos investidores, o Tesouro Direto é uma das aplicações mais indicadas por consultores de finanças. ''A atratividade é a compra de títulos públicos federais diretamente do governo sem o pagamento das altas taxas cobradas por fundos de investimento'', diz Marcos Crivelaro, professor com PhD em matemática e consultor em finanças.
A queda dos juros favorece a aplicação, que já atrai mais público. ''Aumentou a base de clientes e a queda do valor médio da aplicação de R$ 8,2 mil para R$ 7,2 mil indica que isso ocorre com a chegada de clientes de menor renda'', analisa Marc Helder Olichon, diretor de Operações do Banco Real. Está aplicado no Tesouro Direto o volume de R$ 1,06 bilhão. São 71.613 pessoas físicas cadastradas. Em novembro, 30,16% das vendas tinham valor de até R$ 1 mil e 71,5%, até R$ 5 mil.
Os títulos, negociados pelo site do Tesouro Direto, têm prazo longo e custos menores e são diversificados. Por isso, têm sido utilizados também para formação de poupança para a aposentadoria.
Conforme o consultor de finanças pessoais, Raphael Cordeiro, não é difícil adquirir um título e qualquer pessoa física pode investir. ''A maioria dos bancos disponibiliza esse tipo de investimento'', comentou. Os valores para aplicação variam de R$ 200 a R$ 300 mil. O interessante é que o aplicador fique com o título por pelo menos 30 dias, pois menos que isso as taxas com impostos não vale o investimento.
Para Cordeiro, trata-se de um bom investimento, mas que deve ser bastante analisado pelo investidor. ''Queda da Selic nem sempre é positiva, já que o rendimento de alguns títulos varia conforme a taxa básica de juros. Ou seja, se a taxa cai, o rendimento cai'', pontuou.
Comparando com outras formas de aplicação, o consultor frisou que a taxa para comprar os títulos do Tesouro Direto e a taxa de administração cobrada pelos bancos ainda são mais compensatórias que as taxas dos títulos de Renda Fixa. No primeiro caso a porcentagem é de 0,8% e no segundo varia de 0,25% a 5% sobre o valor aplicado.
Em relação à poupança, Cordeiro destacou que em 2006 o Tesouro Direto teve uma rentabilidade maior, cerca de 10%, e a poupança perto de 9%. Um cálculo feito por uma empresa de consultoria mostra que, onde a taxa do agente de custódia é de 0,25%, a diferença é: na aplicação de R$ 10 mil por 5 anos a juro anual prefixado de 12,78%, o resgate será de R$ 15 mil, de fundo com taxa de 4% ao ano, e de R$ 18 mil, do Tesouro Direto, com taxa total de 0,65% ao ano - uma diferença de R$ 3 mil. (com Agência Estado)


