As estratégias do Arranjo Produtivo Local (APL) de software começarão a ser traçadas ainda neste mês. A região de Londrina (em um raio que abrange de Cornélio Procópio a Apucarana) tem instaladas cerca de 300 empresas do segmento e forma mão-de-obra qualificada anualmente. Esses fatores já demonstram a vocação do local para a indústria de software. O plano estratégico começará a ser formatado no próximo dia 16 e será elaborado em conjunto por entidades públicas e privadas ligados ao setor, grandes e pequenas empresas. A estimativa é que os trabalhos estejam concluídos em novembro.
O assunto foi discutido ontem durante reunião no Sebrae em Londrina, da qual participaram cerca de 50 pessoas. Na ocasião, também foi constituída a governança do APL, que será formada por todos os representantes de entidades e empresas que estiveram no encontro. O plano estratégico irá analisar todo o setor, abordando os pontos fortes e os fracos, as oportunidades e as ameaças para todo o segmento. A intenção é fortalecer todas as empresas do setor, que deixarão de ser concorrentes para trabalhar em parcerias. Através da união de forças, o setor tem mais chances de conseguir recursos, de avançar em mercados consumidores e no desenvolvimento de tecnologias.
''Temos um grande potencial, algumas empresas já exportam, também temos conhecimentos acadêmicos. O nosso grande desafio é absorver essa mão-de-obra qualificada que é formada todos os anos aqui na região através da geração de empregos'', afirmou Cláudio Tedeschi, presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
Segundo dados da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina (Adetec) no eixo Cornélio-Apucarana são ofertadas anualmente 1,2 mil vagas em cursos de nível superior em tecnologia. No eixo Londrina-Maringá esse número sobe para 1,5 mil.
''Londrina foi uma das primeiras cidades a oferecer curso superior em informática e teve a primeira empresa bureau de informática, que se instalou há 35 anos. O setor de software faz parte da vocação regional'', salientou Tadeu Felismino, coordenador-executivo da entidade. Ele ainda acrescentou que esse tipo de indústria não polui, gera empregos para mão-de-obra qualificada, paga salários maiores e movimenta toda a economia formando pólos tecnológicos, através da atuação em outros segmentos industriais, como confecções e alimentos, por exemplo.
O consultor do Sebrae Joel Franzim Júnior, coordenador do projeto do APL de Software na Região Norte, acredita que a criação do arranjo produtivo local irá beneficiar empresas com grande potencial na cidade e que desenvolvem serviços nesse segmento de tecnologia de informação. Além de Londrina, Curitiba, Maringá e região de Pato Branco e Dois Vizinhos terão APLs de software, que estão em fase de organização. Em Londrina, os trabalhos estão sendo desenvolvidos em parceria pelo Sebrae, Fiep, Adetec, Codel, Acil, Agência de Desenvolvimento Local do Norte do Paraná e Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex).

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