Curitiba - A indústria de transformação do Paraná apresentou alta na geração de empregos em janeiro, em comparação a dezembro do ano passado, com um aumento de 0,38% (1.640 novos postos de trabalho). Esse resultado baixo é menor que a média nacional, que foi de 0,67%, se deu principalmente pelo saldo (admissões menos demissões) negativo de 881 demissões na agroindústria no Estado em janeiro. Já a produção industrial de janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, cresceu 1,70%. Os dados são do Dieese no Paraná.
No setor da agroindústria, o maior número de demissões veio do segmento de fabricação e refino de açúcar, com 2.677 saídas. Em contrapartida, o setor agroindustrial que mais contratou foi o de fabricação de produtos de madeira e cortiça, que abriu 685 novos postos de trabalho, quase quatro vezes menor que o maior número de demissões. Justamente por causa desses resultados, 84,02% (1.378) dos 1,640 novos empregos foram gerados da Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No geral, os setores que mais cresceram foram a indústria de madeira e mobiliário, com 1.120 novas vagas, a indústria metalúrgica, com 505 novos postos de trabalho e a indústria química, com aumento de 371 vagas.
Segundo o economista do Dieese, Cid Cordeiro, há uma tendência para que a situação da agroindústria apresente números melhores, pois o período de entressafra acabou, e o número de empregos e a produção industrial aumentem. Contudo, em abril a refinaria da Petrobras no Paraná (Repar) deve parar seus trabalhos para manutenção das máquinas e deve voltar em maio em ritmo lento. Essa paralisação deve prejudicar a produção e consequentemente a arrecadação. Só a Repar é responsável por 25% do ICMS do Estado, com uma arrecadação de R$ 1,7 bilhão.
Apesar de os números da indústria de janeiro não serem tão bons, os salários dos trabalhadores cresceu 9,45%. Cordeiro explica que essa alta se deu por causa dos reajustes salariais e porque a inflação está em queda. ''Daqui para frente, isso deve continuar acontecendo com os salários, pois a reposição salarial veio com uma inflação mais elevada'', explica.

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