Apesar de todo o processo burocrático dos editais de subvenção econômica, as empresas paranaenses que conseguiram ou estão na tentativa de angariar recursos ficam satisfeitas com a estratégia de inovação por este caminho. Ismael Akiyama, diretor-presidente da Akiyama Soluções Tecnológicas, de Curitiba - que atua com automação industrial e logística, monitoramento urbano e identificação civil - diz que sua empresa participou de um primeiro edital da Finep em 2009, conseguiu a verba apenas este ano, mas que desde 2005 já estava se estruturando para adquirir este capital.
O projeto que fez a empresa angariar R$ 2,7 milhões baseia-se numa solução de cadastramento através de autenticação biométrica portátil, que pode ser utilizado em delegacias e outras entidades públicas ou privadas. ''Estamos trabalhando no projeto deste novo produto. Com o recurso, conseguimos dar uma nova dinâmica ao trabalho, com soluções inovadoras e de forma acelerada. Sem o recurso, teríamos que finalizar o projeto em um timing diferente.''
A expectativa do diretor da empresa é um aumento de pelo menos 30% em seu portfólio de produtos. ''Existe uma burocracia, mas nada anormal. É preciso que o empresário faça um projeto viável, vendável e muito bem estruturado'', afirma.
Já os irmãos Renan e Joyce Quenca, de Londrina, se estruturam para trabalhar no setor de cosméticos e estão na expectativa de angariar um investidor que compre a ideia da nova empresa, a Biodiversité. Em 2009, eles foram em busca de uma assessoria da C2i, descartaram a ideia inicial de criar uma linha de produtos e vão apostar na produção de novas matérias-primas para cosméticos. ''Apresentamos o projeto e estamos em conversas avançadas com alguns fundos de investimento. Todo nosso planejamento comercial está montado e temos o fluxo de caixa da empresa projetado para os próximos cinco anos'', completa Renan.

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