O mercado de juros prometia um dia tranquilo, em resposta aos indicadores norte-americanos positivos e à forte alta da Nasdaq e do Dow Jones. Tinha ainda motivos de sobra para festejar o cenário doméstico: o PIB cresceu 3,08% no primeiro trimestre e o IPC da Fipe recuou para 0,03% na primeira prévia de maio. Além disso, a Fiesp anunciou que o nível de emprego na indústria paulista cresceu 0,14% em abril. Por fim, o ministro Martus Tavares disse que o governo fará cortes no orçamento para garantir a meta de superávit de R$ 29 bilhões e o salário mínimo de R$ 151,00 foi aprovado nesta madrugada pelo Congresso.
Independentemente de tanta boa notícia, os juros futuros subiram na BM&F. Quem está inseguro procura pêlo em ovo, comentou bem-humorado um diretor de mesa. E os pêlos ontem foram dois: a) alta de US$ 1,01, para R$ 29,11, do preço do petróleo para junho em Nova York; b) a delicada situação fiscal da Argentina – aliás que se comenta nos últimos dias.
Com ou sem motivos convincentes, o fato é que o contrato de DI para outubro passou a projetar taxa de 21,42% ontem, contra 20 67% anteontem. E a LTN de um ano no mercado secundário de títulos encerrou o dia cotada a 21,80%/21,70%, ante 21,40%/21,30% do início do dia.
O fluxo cambial falou mais alto ontem no mercado de câmbio, onde as cotações do dólar subiram ainda mais apesar do bom desempenho de Wall Street e do Índice Bovespa. Depois de abrir em baixa nesta quinta-feira, o dólar fechou o dia registrando alta de 0,27%, cotado a R$ 1,8250.
A Bolsa de Valores de São Paulo fechou ontem com ligeira alta de 0,44%, em 14.498 pontos, e volume financeiro R$ 731 milhões. O mercado doméstico não teve pique para acompanhar o mercado acionário norte-americano, que fechou o pregão desta quinta-feira registrando altas significativas. A Nasdaq subiu 115 pontos, ou 3,39%, para encerrar o dia em 3.499,58 pontos. O índice Dow Jones evoluiu 178 pontos, ou 1,72%, para 10.545,9 pontos. (Márcia Pinheiro, Mario Rocha e Francisco Carlos de Assis)

mockup