Apesar da florada, técnico não arrisca em previsões
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terça-feira, 30 de setembro de 1997
Guto Rocha Londrina 
Dorico da SilvaCafezal em florCafeeiro florindo em Londrina: produção vai depender do climaOs cafezais do Paraná já estão em flor. Mas, apesar da grande florada desta estação, produtores e a Secretaria de Agricultura (Seab) não arriscam apontar a produção para a próxima safra. Ainda é muito cedo para fazer uma previsão segura do quanto será colhido. Tudo vai depender do tempo, é temerário prever o quanto será colhido se não chover o suficiente, disse ontem o maior produtor individual de café do Paraná, José Ferroni, que tem 6 milhões de pés de café no Paraná. Ele prevê, no entanto, que a safra brasileira deve ficar entre 27 e 28 milhões de sacas. A produção de Ferroni nesta safra foi de 60 mil sacas de café beneficiado. O produtor recebe hoje na Fazenda Califórnia, em Ribeirão Claro, o superintendente regional do Banco do Brasil, Altino Ramos Costa, que vai visitar a lavoura de café florida.
O diretor do Departamento de Economia Rural (Deral), da Seab, Norberto Ortigara, disse que o levantamento de números da safra ainda não foi concluído. Estamos aguardando a segunda florada. Devemos divulgar a primeira previsão de safra entre 20 e 27 de outubro, afirmou.
No entanto, Ortigara diz que as lavouras do Paraná têm potencial de produzir 2 milhões de sacas de café beneficiadas. Mas acredito que este número pode ser ultrapassado, porque muitas lavouras novas também estão floridas, observa. O diretor do Deral disse que o último levantamento da Seab, feito em junho passado, mostrou que as lavouras do Estado somavam 19 mil hectares de cafezais. Este número já deve ter aumentado, a previsão é de que até maio de 98 esta área chegue a 25 mil hectares, afirmou.


