A pessoa que decide aderir a um grupo de consórcio deve estar ciente que o sistema oferece algumas desvantagens. O economista Mauro Halfeld, autor do livro ''Seu Imóvel'', com orientações sobre o tema, disse que o principal prejudicado é o consorciado que fica no final da fila. ''Os últimos ficam com dinheiro preso, corrigido apenas pela inflação, sem receber juros'', analisou. ''Consórcio faz sucesso no Brasil porque brasileiro é otimista, sempre acha que será sorteado primeiro.''
Outra desvantagem é a taxa de administração. ''A administradora só organiza a fila, mas não empresta nada'', afirmou. Ele criticou também o sistema de lances. ''O consorciado adianta o pagamento das prestações sem receber desconto sobre a taxa de administração.''
Segundo o economista, a opção é adequada para quem não paga aluguel e pode esperar. Caso contrário, ele recomenda buscar outras alternativas. Quem ganha menos de 20 salários mínimos, por exemplo, pode tentar a carta de crédito do FGTS, com juros de 8% ao ano mais TR. ''O juro é baixo e ajuda a se livrar do aluguel'', avaliou.

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