Apesar da cautela, mercado reduz as projeções de inflação
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Agência Estado 
Brasília A expectativa de mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2003 recuou de 12,43% para 12,19% em pesquisa semanal feita pelo Banco Central (BC) com um grupo de cem instituições financeiras e empresas de consultoria. A queda foi a segunda consecutiva registrada pelo BC e levou o porcentual para o nível mais baixo desde a pesquisa divulgada em 21 de fevereiro. As estimativas de IPCA para 12 meses, por sua vez, recuaram de 9,69% para 9,62%, permanecendo, portanto, já num nível inferior aos dois dígitos.
Os novos porcentuais, apesar de mais baixos, ainda inspiram cautela. A estimativa de IPCA para 2003, por exemplo, continua num patamar superior aos 8,5% de meta fixada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para o atual exercício. A projeção para o IPCA em 12 meses, além disso, está acima das estimativas de 8% para a inflação em 12 meses ao final do primeiro trimestre de 2004 contida no Relatório de Inflação, divulgado em dezembro do ano passado.
A projeção feita naquela época tinha como pressupostos uma taxa de juros de 25% ao ano e um câmbio na casa dos R$ 3,55. As estimativas de IPCA para 2004, por sua vez, continuaram estacionadas em 8%, um porcentual maior que a meta de 5,5%. A pesquisa captou ainda uma redução das expectativas de IPCA para março do corrente ano de 0,90% para 0,85% e uma manutenção das estimativas de abril nos mesmos 0,70% do levantamento divulgado na semana passada.
As previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2003, por sua vez, caíram de 2% para 1,98%, ficando mais distantes dos 2,4% projetados no Relatório de Inflação de dezembro e dos 2,8% da segunda revisão do acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A projeção de crescimento para o próximo ano, no entanto, permaneceu estável em 3%.
As expectativas de mercado para a taxa Selic ao final do ano continuaram estáveis em 22%, mesmo depois da decisão do Copom de colocar um viés de alta para os juros de básicos (atualmente em 26,5% ao ano). As estimativas para o final de 2004 também não se alteraram e continuaram nos mesmos 18% da pesquisa divulgada na segunda-feira da semana passada.


