Rio de Janeiro - Os preços da gasolina e do diesel permanecem inalterados no Brasil há 31 meses, apesar das sucessivas e crescentes altas no preço do petróleo no mercado internacional. Ontem, mantendo o mesmo discurso dos últimos anos, a Petrobrás, por meio de sua assessoria de imprensa, reafirmou que acompanha as oscilações nos preços internacionais sob perspectiva de médio e longo prazos.
Uma fonte da estatal comentou que não há um teto para o preço de petróleo que funcione como gatilho detonador para o aumento no mercado interno. A avaliação técnica da Petrobrás é de que é possível que o barril do petróleo ultrapasse a barreira dos US$ 125, mas isso está sendo atribuído a uma migração de investidores que antes aplicavam no setor imobiliário e, com a crise do subprime, optaram pelo setor de petróleo.
No último aumento da gasolina (10%) e do diesel (12%), em setembro de 2005, a estatal informou que considerava como um novo patamar os US$ 64,08 alcançados então como valor de referência para o petróleo em Nova York.
A partir de então, foi anunciado que reajustes, para cima ou para baixo, somente ocorreriam quando fosse detectado um novo patamar para o preço do petróleo. Mas, há uma explicação ainda mais plausível para o ''congelamento'' dos preços. A empresa atravessa situação incomum, de perda de mercado consumidor de gasolina para o álcool.

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