Curitiba No ano passado, a arrecadação de impostos federais no Paraná aumentou 24%, acima da elevação registrada em todo o País que foi de 16%. A arrecadação somou R$ 13,2 bilhões em 2004, que gerou uma elevação de R$ 3,54 bilhões na receita arrecadada em 2003, que totalizou R$ 10,6 bilhões. O diretor da Receita Federal no Paraná e Santa Catarina, Luiz Bernardi, atribuiu esse resultado ao aperto da fiscalização ocorrido no ano passado, ''que deve continuar esse ano'', avisou.
Outro fator que colaborou para o aumento da arrecadação no Paraná foi a recuperação de setores econômicos, como o automotivo, em relação ao desempenho de 2003, avaliou Bernardi. Mas foi a repressão ao ''descaminho e contrabando'' que os resultados foram mais reveladores. Na delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu, palco de operações repressivas rigorosas no final do ano passado, a arrecadação saltou 50%, passando de R$ 189,7 milhões em 2003 para R$ 283,8 milhões em 2004.
''A repressão ao contrabando abre espaço para o comércio formal e a arrecadação aumenta'', justificou Bernardi. Ele descartou a incidência do aumento de impostos como fator de elevação nos índices do Paraná. Segundo ele, a carga tributária é a mesma nos últimos três anos e ''os efeitos do aumento da tributação, alardeados pela imprensa, serão sentidos ao longo de 2005'', explicou. Segundo o chefe da Receita, o principal fator de aumento de arrecadação que deve ser promovido pela MP 232 ainda vai entrar em vigor a partir de fevereiro deste ano.
O valor das mercadorias apreendidas pela Receita, em 2004, no Paraná somou R$ 154,1 milhões, um aumento de 44% sobre o ano anterior quando foram apreendidas mercadorias no valor de R$ 106,8 milhões. Com a manutenção da repressão ao contrabando e intensificação da fiscalização, Bernardi acredita que 2005 também deverá ter uma elevação na arrecadação de cerca de 20%.
Com as operações realizadas no final do ano passado, em Foz, as empresas passaram a ter mais cuidado, destacou. Bernardi avisou que o aperto da fiscalização nessa região vai continuar forte ao longo de 2005. Só esta semana, sete ônibus tiveram suas mercadorias apreendidas, a maioria cigarros, eletroeletrônicos, de informática, bazar e outros.
A Receita Federal também está concentrando esforços nas grandes operações de inteligência. Na última terça-feira, os fiscais concluiram uma investigação de seis meses que resultou na apreensão de 24 toneladas de produtos piratas entre perfumes e cosméticos, desembarcados no porto de Itajaí (SC). Essa mercadoria passou pelas vias legais, mas estava subfaturada em R$ 6 milhões, quando o valor de mercado é de R$ 20 milhões. Atualmente quatro grandes operações de inteligência estão em andamento na área de jurisdição da Receita Federal no Paraná e Santa Catarina.

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