Curitiba - O coordenador geral do Sindiquímica, Paulo Roberto Fier, lembra que entre as medidas em estudo pelo Mapa está a criação de duas novas fábricas de fertilizantes no País, como forma de reduzir a influência do oligopólio. Hoje, 72,5% das vendas de fertilizantes formulados no Brasil estão nas mãos de apenas cinco grupos (Bunge, Yara, Mosaic, Fertipar e Heringer), embora existam no País cerca de 60 misturadoras.
O estudo do Ministério da Agricultura cita dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) segundo os quais o peso dos fertilizantes no custo de produção agrícola vem aumentando expressivamente. De 2006 para 2007, a participação dos fertilizantes no custo de produção subiu 19% para soja, 33,7% para o algodão e 18,5% para o milho. As projeções indicam que, se nada for feito, essa situação deve se agravar, elevando ainda mais os custos de produção das principais commodities, redução da competitividade no mercado internacional e impacto negativo no saldo da balança comercial.
A falta de concorrentes nesse mercado teve forte influência sobre a elevação do preço da uréia, afetado também pela grande demanda internacional por fertilizantes, puxada principalmente por Estados Unidos e China (o Brasil importa 58% da matéria-prima que utiliza para produzir fertilizantes). Em 1994, o preço médio por tonelada de uréia era de US$ 130. Em 2002, chegou a US$ 145 e em 2007 atingiu US$ 320. Em reais, o custo por tonelada passou, no mesmo período (1994-2007), de R$ 118,30 para R$ 624,00. No Mundo, a Bunge faturou R$ 18 bilhões em 2006. Só o lucro da Fosfértil cresceu 93% em 2007, segundo a Sindiquímica.(C.P.)

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