As mulheres estão em desvantagem na Previdência Social. Embora vivam mais, fiquem sozinhas na velhice e muitas vezes sejam as únicas responsáveis pelo sustento da família, a taxa de cobertura das mulheres é muito inferior à dos homens no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo dados divulgados ontem pela Secretaria de Previdência Social, o porcentual de mulheres vinculadas à Previdência Social é de 36,6%, enquanto a dos homens é de 42,1%.
Os dados foram retirados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 1999. Segundo o secretário de Previdência Social, Vinícius Carvalho Pinheiro, isso significa que 16,7 milhões de mulheres estavam sem nenhuma proteção previdenciária naquele ano.
De acordo com o secretário, a situação é mais crítica entre as trabalhadoras domésticas e autônomas. Nesses grupos a Previdência chega, respectivamente, a 25,8% e 13,2%. É na prestação de serviços e no setor agrícola que concentram-se 72% das mulheres que não têm Previdência. O secretário disse que a baixa cobertura entre as mulheres é preocupante, pois a tendência é de aumento da proporção de mulheres entre os idosos. De acordo com as projeções demográficas feitas pelo IBGE, em 2020, para cada 10 mulheres com mais de 70 anos, teremos 7 homens.
Além das mulheres viverem mais que os homens, a pesquisa do IBGE constatou que mais da metade delas chegam à idade de 65 anos sem companheiros. Das mulheres com cobertura previdenciária, 58,6% são chefes de família no Nordeste e 49,4% no Sul do País.

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