Curitiba - Desde 1995 o Brasil mantém uma produção anual de 1,3 bilhão de litros de cachaça, sendo metade de alambique (artesanal) e metade industral. Esta produção garantiu um faturamento de R$ 2 bilhões ao setor. O problema é que apenas pouco mais de 1% da produção é exportado atualmente. Em 2002 foram 14,8 milhões de litros (1,14% da produção nacional), gerando uma receita de US$ 14,5 milhões, com predominância da cachaça industrial. ''É muito pouco se comparado com a tequila, por exemplo, que tem 60% da produção exportada e gera US$ 250 milhões por ano.''
A exportação de cachaça de alambique é incipiente, uma vez que começou recentemente, em 2000. A cachaça, no entanto, é um dos 13 produtos que recebem incentivos do governo federal, através da Agência de Promoção de Exportações (Apex). Hoje, estima-se que a cachaça de alambique represente apenas 5% das exportações do produto, o corespondente a 750 mil litros. ''O potencial é grande não só no Brasil, mas pela sua identificação, lá fora, com a nossa brasilidade. Tanto que está na pauta do governo como item priritário.'' A prova dos nove para o setor será a Feira Internacional da Cachaça, que acontece em julho, São Paulo, reunindo produtores de todo País, compradores de várias partes do mundo e jornalistas especializados.

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