Aparelhos são o pulo para o lucro
Curitiba - A baixa no preço dos aparelhos de celular e a facilidade de financiamentos não se dá só porque as indústrias estão produzindo mais e por isso diminuindo o preço para as operadoras. É prática comum entre as companhias de celular subsidiar os aparelhos (vender por um preço abaixo do que o pago para a indústria) para lucrar depois com as contas. A conta mais alta das linhas pós-pagas faz com que os aparelhos apareçam mais baratos nas lojas.
Já o baixo rendimento dos pré-pago faz o aparelho ficar mais caro. Porém, o segmento de transmissão de dados está crescendo e também gerando receita às operadoras. ''Com o avanço tecnológico dos aparelhos, principalmente com a chegada da tecnologia GSM, as pessoas estão confiando mais nesses serviços'', analisa o diretor regional da Claro, Raul Galhano.
Para as companhias de telefonia fixa, a transmissão de dados também é o grande negócio no momento. ''As empresas de telefonia fixa estão agregando serviços, que tornam o sistema mais atrativo ao usuário. A banda larga para acesso à internet é um exemplo'', afirma o vice-presidente de marketing da GVT, Rodrigo Dienstmann.
O presidente da Sercomtel celular e fixo, João Rezende, concorda. ''O crescimento da telefonia fixa está cada vez mais se concentrando em outros serviços além das ligações, principalmente no que diz respeito à transmissão de dados.''





