Aparelhos de DVD são sensação do setor de eletros
Das agências
De São Paulo
Para os fabricantes de aparelhos de DVD (Digital Video Disc), que está sendo comercializado há dois anos no País, não faltam motivos para comemorações nesse Natal. Segundo o gerente de produto da Philips, Antonio Habiti, as vendas do último trimestre do ano da líder de mercado cresceram 300% em relação ao mesmo período do ano passado. A Sony também constatou crescimento semelhante.
Durante o ano passado, foram vendidos 15 mil aparelhos da Philips. Nesse ano, o varejo encomendou cerca de 30 mil à empresa. O número de aparelhos vendidos deve triplicar em 2000, aposta Habiti. Habiti prevê que os preços devem cair significativamente no próximo ano, quando a produção será transferida para a Zona Franca de Manaus. Atualmente, a Philips vende apenas DVDs importados, que estão custando entre R$ 900 e R$ 1.100,00. A estimativa é que esse preço chegue R$ 850.
Mais vendidosMas, à exceção dos aparelhos de DVD, os bens duráveis não tiveram este ano a procura esperada pelos comerciantes. Este foi um dos segmentos que mais contribuíram com a variação negativa das vendas nas últimas semanas. A pesquisa foi feita em parceria com a Agência Estado e ouviu 250 empresários de vários setores do comércio varejista de São Paulo. Para 81,57% dos entrevistados, a queda já era esperada, enquanto 18,43% dos consultados esperavam aumento nas vendas.
Um setor que prometia recuperação e acabou ficando no prejuízo foi o de tecidos de qualidade, para vestidos de noite e de festas de reveillon. A Chanel, no centro de São Paulo, estocou 2 mil metros de tecidos finos para oferecer ao consumidor a partir de novembro, apostando na procura por conta da chegada do ano 2000. Ontem, a discussão na loja era o que fazer com os cerca de mil metros que sobraram.
O gerente Flávio Adoíno de Freitas abriu as portas às 8 horas e não vendeu nada até as 11 horas. Apesar da péssima qualidade de muitos produtos chineses e coreanos, ainda são esses produtos que o povo está conseguindo comprar, por causa do desemprego nas famílias e da paradeira dos salários, comentou.





