Aparecido acaba de
virar camelô: ‘Tá bom’
Quem não consegue emprego, vai para o mercado informal. Caso de José Aparecido Gomes, 21 anos. Na sexta-feira ele abriu pela primeira vez a sua barraca de camelô, colocando à venda ‘‘bugigangas’’ eletrônicas, bonecas, relógios. Depois de um ano de procura, ele não quer mais saber de emprego fixo.
Gomes conta que o seu último contrato de trabalho era com uma fábrica de móveis que acabou falindo - e dispensando todos os empregados. Ele tinha três anos de casa. ‘‘Foi difícil’’, lembra. ‘‘Eu ganhava R$ 250 por mês e de uma hora para a outra tive que me virar, viver de bicos’’. Um deles foi de vendedor.
Ele, que mora com a família, diz que passou esse período pagando contas com muito esforço. ‘‘O pouco que entrava, já saía; não foi fácil, não’’. Agora ele está animado. José Aparecido Gomes é um número dentro da pesquisa que o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) acaba de divulgar. Segundo o IPEA, o comércio ambulante já representa 21,2% da força de trabalho do setor no País. (B.F.)

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