Apagão está descartado em duas regiões até setembro
A situação de abastecimento de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste é considerada ''confortável'' e, de acordo com Pedro Parente, não haverá ''apagão'' nestas regiões nas próximas seis semanas. A economia acumulada no Sudeste e Centro-Oeste em agosto é de 20,7%. Parente disse ontem que o fim do racionamento também dependerá do sucesso do leilão para compra de energia emergencial. São necessários 3.000 MW para o Sudeste e 1.000 MW para o Nordeste.
A economia na região Nordeste ficou abaixo da meta de redução do racionamento nos últimos sete dias. A redução no consumo em relação à média de maio, junho e julho do ano passado ficou em 19,2%, quando deveria ser de 20%. Nesse mesmo período, a economia no Sudeste e Centro-Oeste foi de 20,5%.
A queda foi considerada ''preocupante'' pelo ministro Pedro Parente, coordenador do ''ministério do apagão''.
''Faço um apelo às famílias e às empresas do Nordeste para que continuem economizando energia'', disse o ministro. Parente disse que, se não houver recuperação na economia de energia na região, o ''apagão'' passa a ser ''uma possibilidade que aumenta''.
Apesar do aumento do consumo de energia na região, o Nordeste continua dentro da meta desde o início de agosto. Até o dia 13, a redução acumulada de consumo na região está em 20%. Nessa região, os reservatórios das hidrelétricas continuam acima do previsto 0,82 ponto percentual.
A adoção do plano B, que prevê feriadão antes do ''apagão'', está prevista caso os os reservatórios ficarem 1 ponto percentual abaixo do que o governo espera.
Começou ontem o racionamento compulsório de energia na região Norte, com a meta de redução de consumo de 25% para as indústrias de metalurgia e de siderurgia não integrada, de produção de alumínio, gás industrial, soda, cloro, papel e ferro-liga. Para os demais setores a economia de energia passa a ser obrigatória a partir do dia 20 de agosto e deverá ser feita com base no consumo de julho, agosto e setembro do ano passado.
Dica Enquanto muitas empresas dão dicas aos clientes para reduzir o consumo de eletricidade em casa, a NetBrasil fez o caminho inverso: enviou nas faturas de agosto uma ''Dica Net para o apagão'', sugerindo que os consumidores não desliguem o decoder aparelho que recebe e decodifica os sinais da emissora , ao contrário do que têm recomendado o governo e as distribuidoras de energia elétrica. No texto, a Net informa que o decodificador utilizado para a recepção dos sinais da empresa ''consome apenas 14,4 KW/h por mês''. No lado externo do envelope, a recomendação: ''Mantenha o equipamento conectado à tomada para reduzir riscos de problemas técnicos.''
De acordo com explicação da assessoria de imprensa da empresa, quando o decoder é desligado, o aparelho que recebe o sinal da programação da TV a cabo fica automaticamente desregulado. No caso de um programa comprado pelo sistema pay-per-view no qual o cliente paga por um programa específico , o decoder tem de ser ligado pelo menos dez minutos antes da emissão para que a TV receba o sinal.(Das agências)





