Curitiba – No ano passado, a indústria do Paraná liderou as vendas, em comparação com os demais Estados, e apresentou um resultado 24,25% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento das encomendas por parte de outros estados atingidos pelo apagão contribuiu entre os fatores responsáveis por esse desempenho positivo, afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, o Carvalhinho.
Ele destacou ainda que a maturação do processo de industrialização do Estado também foi outro fator que colocou o Paraná na liderança das vendas industriais. O presidente da Fiep mostrou com dados estatísticos que entre 1996 e 1998 o desempenho das vendas industriais foi negativo. A recuperação da indústria iniciou em 1999 e no ano passado apresentou o melhor resultado obtido pelo setor até hoje.
O resultado positivo do ano passado foi alavancado pelo crescimento das indústrias de bebidas, cujas vendas foram 77,39% maiores em relação ao mesmo período do ano anterior. Em seguida, as indústrias de alimentos venderam 71,62% a mais que o ano anterior e a indústria textil vendeu mais 45,55%. A indústria automotiva, incluída no item material de transportes, apresentou um crescimento de 18,86% nas vendas no ano passado.
Conforme análise de Carvalho, a indústria de bebidas do Paraná se modernizou e essa iniciativa está refletindo nas vendas. A indústria textil também apresenta recuperação e tem se revelado como o setor que mais está empregando, com uma taxa de 90,72% de crescimento em 2001, comparado com o ano anterior. Com o crescimento das vendas, as indústrias de todos os setores elevaram o nível de emprego em 9%.
No panorama nacional, abaixo da liderança do Paraná, o estado do Rio de Janeiro se destaca com crescimento de 16,92% nas vendas industriais e o estado de São Paulo, com crescimento de 15,36% em 2001, em relação ao ano anterior. Os demais estados da federação apresentaram crescimento nas vendas inferior a 10%, destacou Carvalhinho.
O empresário lembra que o Paraná não foi afetado pela crise energética que prejudicou os demais estados. Em decorrência disso, muitas indústrias que tinham capacidade ociosa passaram a trabalhar de forma intensiva para atender o acúmulo de pedidos de outros Estados. As indústrias do Paraná passaram a abastecer principalmente os estados do Rio de Janeiro e Pernambuco.

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