Aos poucos, postos voltam ao normal com novos preços
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segunda-feira, 04 de junho de 2018
Rafael Fantin e André Bueno <br> Grupo Folha 

Os postos de combustíveis de Londrina apresentam uma situação melhor de abastecimento sem a presença de grandes filas nesta segunda-feira (4) e a tendência é de normalização dos serviços nos próximos. Essa é a avaliação do diretor do Sindicombustíveis, Cláudio Mônaco, que representa a entidade na região de Londrina.
Segundo ele, a distribuição não foi totalmente restabelecida, o que deve acontecer durante os próximos dias. Alguns postos ainda podem estar sem um tipo de combustível, mas Mônaco afirma que o produto será encontrado em outro estabelecimento pelo consumidor. "A população também está bem abastecida e isso também pode ter influenciado o término das longas filas, presentes na semana passada, além do reabastecimento dos postos", comentou.
Os combustíveis estão disponíveis, mas os valores cobrados pelo litro são novos. Se por um lado, a promessa do governo é de redução do diesel em R$ 0,46, a gasolina e o etanol já são comercializado com reajustes em relação aos últimos dias. No último sábado (2), a Petrobras aumentou o preço da gasolina em 2,25% nas refinarias.
Antes disso, Mônaco afirma que já houve repasse com acréscimo de R$ 0,23 na gasolina vendida aos postos pelas distribuidoras, o que impactou o preço do litro do combustível na bomba. O etanol também não escapou da alta. "Apesar da safra, os usineiros acompanham as altas da gasolina", critica.
Sobre o diesel, o diretor do Sindicombustíveis informou que não conseguiu encontrar distribuidoras com o repasse prometido pelo governo federal durante as negociações para encerrar a greve dos caminhoneiros. "No meu posto optei por ficar sem diesel até que preço chegue às distribuidoras e sejam repassados ao consumidor", acrescentou, ao lembrar das ameaças do governo de multar postos que não praticarem os R$ 0,46 de redução no litro do diesel.
GÁS
O medo de uma nova paralisação dos caminhoneiros deverá atrasar a normalização da entrega de gás de cozinha em Londrina. De acordo com Sandra Ruiz, presidente do Sinegas (Sindicato das Empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de Petróleo), 50% das entregas nas revendas estão normalizadas e somente em uma ou duas semanas todos os locais estarão com 100%.
"O problema é que os caminhões chegam nas revendas e, logo na sequência, os botijões são vendidos rapidamente pois a população está comprando em grandes quantidades com medo de uma nova greve. Há locais que houve limitação de venda de gás de cozinha, entretanto, não há um uma restrição ou lei que proíba o consumidor de comprar vários botijões", afirmou.
Conforme Sandra Ruiz, a logística do setor é complexa e por causa da grande demanda está difícil fazer o reabastecimento. "A maioria das distribuidoras faz o envase dos botijões em Araucária, região metropolitana de Curitiba. O produto precisa ser transportado por caminhões autorizados, que cumprem as normas de segurança exigidas pela Agência Nacional do Petróleo. Esses veículos saem carregados de cascos vazios das bases e retornam com os botijões cheios. Mas o que chega aos pontos comerciais já sai imediatamente", comentou a representante do setor.
Segundo dados do sindicato que representa os revendedores de 229 municípios paranaenses, em 10 dias de bloqueios nas rodovias, os comerciantes deixaram de vender quase 306 mil botijões de 13 quilos. "O prejuízo que tivemos passa de R$ 21 milhões de reais. Os empresários tiveram que baixar as portas por pelo menos uma semana porque os estoques estavam zerados", finalizou.


