O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem duas medidas que, segundo o ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, vão resolver o problema de preços do trigo que estão ''fortemente deprimidos''. Uma delas é a Lei Especial de Crédito de Comercialização (LEC) contratada até agosto de 2004, pagável em 180 dias com juro de 8,75% ao ano, tendo como base o preço mínimo de R$ 400,00 a tonelada para a região Sul e de R$ 450,00 a tonelada para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Bahia. Rodrigues não definiu o montante que será disponibilizado, mas garantiu que atenderá plenamente a demanda.
O segundo anúncio foi a oferta dos contratos de opção que negociarão 1,5 milhão de toneladas do produto em janeiro do próximo ano a R$ 440,00 a tonelada. Os primeiros lances acontecerão no dia 7 de novembro, na sede da Conab, em Brasília (DF). Paraná e Rio Grande do Sul, que detêm praticamente toda a produção nacional, poderão vender 300 mil toneladas de trigo cada uma no primeiro leilão.
Na opinião do ministro, o leilão ''é uma medida muito interessante'' porque vai tirar o produto do sul do País para outros Estados consumidores e aliviar a pressão de venda atual.
Segundo Robson Mafioletti, assessor técnico e econômico do Sindicato e Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), essas medidas aquecerão gradualmente o mercado que estava parado desde a segunda quinzena de setembro.
A previsão para esta safra é de 5,2 milhões de toneladas, 50% maior que a registrada em 2002. No Paraná, a estimativa é de 2,88 milhões de toneladas o melhor resultado desde 1989 quando foram colhidas 3,21 milhões de toneladas.

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