O anúncio da K2 encheu de otimismo aqueles que apostam na transformação de Londrina num pólo nacional de tecnologia. Na opinião de Tadeu Felismino, coordenador executivo da Adetec e do Programa Londrina Tecnópolis, a chegada desta empresa é a comprovação de que a previsão está correta. ''Nossa cidade compete com os grandes centros porque tem mão de obra especializada, qualidade e custo de vida dos mais vantojosos. O que falta agora é divulgar isso'', opinou.
A instalação do pólo tecnológico deve solidificar esse projeto. A expectativa do município é que ele começe a funcionar ainda este ano. Para a Adetec, será um braço do programa Londrina Tecnópolis que espera até 2010 o reconhecimento internacional da cidade neste setor da economia. ''Graças ao rápido desenvolvimento, essa região já é chamada de Vale do Silício dos jogos'', acrescentou Cleusa Rocha Asanome, diretora do Instituto Tecnológico da Universidade Estadual de Londrina (Intuel).
De acordo com ambos, a prova de que a cidade tem competência na área é a quantidade de profissionais que ela exporta para outros estados a cada semestre. ''O conhecimento acumulado numa localidade é que determina onde os esforços devem ser investidos. Em nosso caso, as opotunidades estão nas tecnologias de informática, agroalimentar e da saúde'', disse Felismino ao lembrar que, desde 96, Londrina cobra apenas 1% de Imposto Sobre Serviço (ISS) das empresas que se dedicam ao desenvolvimento de software.
Atualmente, a região tem cerca de 300 micro e pequenas empresas no setor e apenas três de médio porte. A K2 está num nível superior e a influência de suas relações comerciais pode atrair para Londrina novos investimentos e, consequentemente, mais empregos. Segundo Felismino, uma micro empresa movimenta em torno de R$ 10 mil/mês, a pequena empresa fatura entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão/ano e um fabricante de grande porte acima de R$ 1 milhão/ano.

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