O anúncio das novas taxas do Plano de Sustentação do Investimento (PSI) vai ajudar a organizar o mercado de caminhões no País e promover uma renovação de frota de forma planejada. É o que afirma Carlos Ardaitz, gestor da Konrad Caminhões, concessionária Ford em Londrina.
"Este anúncio traz uma estabilidade para todos", afirma. Ele ressalta que mais de 80% dos caminhões são financiados hoje pelo Finame ou pelo Procaminhoneiro, linhas que integram o PSI. "Se for comprar um caminhão com recursos de bancos privados, um CDC por exemplo, o cliente vai pagar mais ou menos 16% de juros ao ano", conta. A taxa do PSI para caminhões e ônibus atualmente é de 2,5% ao ano. Passará para 3% no início de 2013 e para 4%, no segundo semestre.
O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Paraná (Setcepar), Gilberto Cantú, também elogia a renovação do programa e as taxas de juros que serão praticadas em 2013. Mas, segundo ele, não adianta dinheiro barato se a economia não estiver aquecida. "Ninguém compra caminhão para aproveitar os juros baixos", afirma.
O problema é que as expectativas de Cantú para 2013 não acompanham o otimismo do governo. "Não sou economista, mas minha percepção como empresário e líder sindical é a de que não chegaremos nem perto deste número", diz ele em relação às projeções de crescimento do PIB em 4% no próximo ano.
O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, acredita que o governo "deu sinal de que está preocupado em fomentar a competitividade" da indústria brasileira. Segundo ele, além dos juros baixos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se comprometeu em reduzir a burocracia e os prazos para aprovação dos financiamentos. (N.B.)

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