ANTT quer aumentar praças de pedágio
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quinta-feira, 12 de abril de 2007
Isabel Sobral<br>Agência Estado 
Brasília - A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) quer redistribuir e aumentar o número de praças de pedágio, instaladas nas rodovias federais, concedidas à exploração da iniciativa privada. Segundo o diretor geral da ANTT, José Alexandre Resende, o objetivo é aumentar o número de usuários pagantes que trafegam por essas rodovias e, desta forma, reduzir o valor das tarifas.
''Tendo mais pagantes, diluem-se os valores'', afirmou ele ontem, em audiência pública na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado. A ampliação do número de pedágios deve aumentar também o faturamento das concessionárias das rodovias federais.
De acordo com Resende, há um grande número de motoristas que trafegam nas rodovias e não pagam pedágio porque percorrem trechos pequenos, entre um ponto de cobrança e outro. A Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, é um bom exemplo, segundo a ANTT, porque, dos 794 mil veículos que passam diariamente pela rodovia, apenas 10% pagam pedágio e sustentam a sua manutenção da estrada. A Dutra tem seis pontos de cobrança ao longo de seus 402 quilômetros e, se o plano da ANTT for colocado em prática, esse número poderá aumentar.
Segundo Resende, a ANTT aguarda apenas sinal verde do Tribunal de Contas da União (TCU) para iniciar a redistribuição dos pedágios. Técnicos da agência anteciparam que, se o TCU der autorização, o trabalho de redistribuição já poderá afetar a revisão da tarifa de pedágio na Dutra que acontecerá em 1º de agosto. Resende não soube dizer quanto as tarifas poderiam cair. No caso da Dutra, as tarifas variam hoje entre R$ 3,30 e R$ 7,50.
O diretor da ANTT afirmou ainda que os usuários que circulam pela Dutra sem pagar o pedágio, além de contribuir para onerar o valor daqueles que pagam, ainda aumentam o tráfego na via e utilizam serviços de socorro médico e atendimento mecânico, o que pesa nos custos. A agência ainda estuda a implantação de cobrança eletrônica por quilômetro nas rodovias federais privatizadas. A efetivação do plano, porém, depende de negociação com as concessionárias e da conclusão de avaliações técnicas. Existem hoje 1.482 quilômetros de rodovias federais com exploração concedida à iniciativa privada. Todos esses trechos ficam no Sul e no Sudeste.


