São Paulo O Grupo Gerdau transferiu este ano do Porto de São Francisco do Sul (SC) para o Porto de Antonina as exportações de aço que saem da unidade de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. A informação foi divulgada pelo diretor do porto, Juarez Moraes e Silva. Os embarques começaram em janeiro e contribuíram para aumentar em 80% este ano o volume movimentado por Antonina, que faz parte do complexo portuário de Paranaguá. Silva quer agora costurar uma parceria com a ferrovia ALL para melhorar a estrutura logística ferroviária e conseguir mais cargas da Gerdau.
Com uma prancha de embarque de 9 mil toneladas por hora, as operações da Gerdau ultrapassaram 15,5 mil toneladas de 1º de janeiro até 19 de fevereiro. Com isso, o porto movimentou 31 mil toneladas até o dia 19, 82% a mais do que as 17 mil toneladas movimentadas no mesmo período em 2002. As operações ocorrem no Terminal da Ponta do Félix, um dos três terminais que compõem o Porto de Antonina, juntamente com o Terminal Barão de Teffé e o Matarazzo.
O porto negocia um contrato de um ano para movimentar cargas da Gerdau. Para isso, segundo o diretor do Porto de Antonina, será preciso oferecer melhor estrutura logística ferroviária. A exportação de carga siderúrgica é mais competitiva quando o transporte é feito por ferrovia, um modal mais eficiente e barato para produtos de grande peso e densidade. Silva quer agora fazer um acordo com a América Latina Logística (ALL), única ferrovia que chega ao complexo de Paranaguá.
''Já levamos à ALL nossa preocupação em depender da sua estrutura de atendimento para podermos dar continuidade à operação com a Gerdau, que é uma novidade para o porto de Antonina'', declarou o diretor. Segundo ele, a ALL estuda destacar vagões e locomotivas exclusivas para a exportação do aço e a recuperação de dormentes num trecho de 17 quilômetros, numa obra que pode levar 90 dias.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina informou que está fazendo esforços para ampliar o leque de produtos que saem do Paraná. Antonina já é a porta de entrada e saída de madeira e congelados.
Para ampliar a potencialidade de navegação do terminal, estão sendo realizados estudos geológicos e técnicos para o aumento do calado (profundidade), que atualmente é de 6 metros. O objetivo é chegar a 8 metros numa primeira fase e em 10 metros na etapa seguinte. Com maior calado, Antonina poderá receber navios maiores.

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