A aposentada Noêmia Machado de Castro, de 70 anos, lembra com saudade da época em que os bazares do centro de Londrina eram pontos de encontros onde se podia rever e conversar com as amigas, além de comprar linhas e agulhas.
Até hoje Noêmia costuma frequentar um bazar na Vila Casoni, de onde é freguesa há mais de 30 anos. Antigamente, os preços dos produtos eram sempre menores nos bazares, segundo ela. ‘‘Comprava de aviamentos a lavanda que meu marido usava no cabelo’’, relembra com carinho. Apesar dele ter morrido há 30 anos, Noêmia acha que, se estivesse vivo, o marido faria questão de continuar usando a mesma velha lavanda comprada no antigo bazar. Na hora de ir às compras, porém, ela diz que costuma fazer pesquisa de preço. ‘‘Alguns produtos ainda custam mais baratos neste tipo de loja’’.
Aparecida Lima, de 65 anos, também é freguesa nos bazares e armarinhos da Cidade. ‘‘Não adianta querer comprar linha em outro lugar. Além de custar menos no bazar, ainda há mais opções’’, argumenta. Ela diz que a variedade incentiva a compra de outros produtos. ‘‘Às vezes vou buscar um zíper e acabo comprando um presente para os netos’’. O atendimento personalizado também faz diferença. ‘‘Na maioria dos bazares sou conhecida pelo nome’’.

mockup